sábado, 10 de junho de 2017

PASTORES POLÍTICOS. CERTO OU ERRADO?


Meus amados, acompanhando ao longo destes três dias as brilhantes manifestações de nossos colegas pastores e demais irmãos, eu percebo que não há uma posição unânime no meio cristão brasileiro sobre os aspectos éticos, bíblicos e morais que envolvem a participação de pastores na militância política partidária. Alguns são favoráveis por entenderem que exemplos como José e Daniel, além da própria necessidade de homens tementes a Deus no poder, dariam respaldo bíblico para que haja uma maior influência cristã nos destinos administrativos da nação. Outros veem no cenário corrupto da política nacional um ambiente absolutamente impróprio para a presença de um homem de Deus, além de ressaltarem a total incompatibilidade entre o Ministério e um cargo público dessa natureza. Eu respeito profundamente as duas posições, pois entendo que temos homens de Deus sábios, sinceros e muito bem intencionados em ambos os lados dessa questão.


Quero, porém, deixar registrado com bastante clareza, aqui, minha opinião sobre o papel da Igreja e de seus pastores na política da nação brasileira. Na condição de cristão servo do Senhor Jesus Cristo desde os 17 anos, sou compelido a posicionar-me de forma clara, de acordo com o conhecimento da vontade do Senhor que adquiri neste quase 30 anos de caminhada com o meu Senhor. Se o interesse exagerado da Igreja Evangélica brasileira e de seus pastores por envolvimento político partidário não for criticado, comentado, reprovado, combatido, ele só vai aumentar e trazer prejuízos ainda maiores para a Obra de Deus neste país! Por isso sem que haja nenhum prejuízo à minha estima e profundo respeito aos defensores da presença de pastores em candidaturas eleitorais, eu sou radicalmente contra. Não me candidataria e jamais votei ou votarei em pastores candidatos. Sobre minhas razões, passarei a discorrer.

Essa questão me faz lembrar nitidamente de Jesus sendo interrogado e indagado por Pilatos se era realmente rei, ao que Ele prontamente respondeu da forma mais surpreendente e impactante possível: “o meu reino não pertence a este mundo!...” (João 18:36)

O reino de Deus não é deste mundo e não está entre nós com visível aparência, pois em verdade ele está em nós, habitando em nossos corações redimidos.

Inicialmente convém ressaltarmos que o pastor não é um sacerdote como no modelo do Velho Testamento e que atualmente, por ignorância do povo, e má intenção de muitos deles, está sendo afirmado, contra a Palavra e seu ensino. É na verdade apenas um sacerdote como qualquer outro irmão em Cristo. O que passar disso é falácia, é o velho catolicismo seduzindo a consciência reformada para a adesão à velha ordem, é a manipulação conveniente das Escrituras, pois lhes dá poder e autoridade maiores dos que os verdadeiramente conferidos pela Nova da salvação, pelo Evangelho.

Em seguida devemos refletir que o povo cristão já perdeu há muito tempo a desculpa de que "nós precisamos da presença-sal e da presença-luz da igreja no cenário político". Dizer isso, hoje não passa de fútil redundância. Esse era o discurso nas décadas de sessenta e setenta. De lá pra cá já vimos o que os evangélicos podem fazer na política, e o que temos visto não é digno de nossa aprovação. Portanto, não cabe mais o argumento de que a presença evangélica em qualquer coisa possa significar um salto de qualidade. Todos os índices de avaliação indicam que os parlamentares evangélicos são os mais inexpressivos e improdutivos dos parlamentos.

Outra afirmação que preciso fazer é que se o sal evangélico tivesse o sabor que tanto afirmam, o melhor lugar para senti-lo seria na própria comunhão da igreja, onde, de fato, na maioria dos exemplos que temos visto, o gosto não é de sal, mas de absinto; e a luz, quando existe, não passa de luz negra. Ao contrário, na maioria dos casos, os evangélicos já provaram que são tão ou mais corrompidos que os demais, sem falar que em geral são conhecidos e rotulados pela opinião pública como oportunistas, despachantes de pequenos interesses, moralistas, e sem qualquer qualidade ética e de consciência. No atual quadro político não nos faltam evangélicos em todas as instancias do poder, e a presença deles nada significou além de vergonha para a Igreja, despreparo, ufania, e incapacidade de se enxergarem e oferecerem um mínimo de lucidez a qualquer coisa.

É óbvio que não cometerei aqui o absurdo de generalizar, pois evidentemente ainda temos homens decentes e comprometidos com o Reino de Deus no contexto político (pelos quais devemos orar constantemente). Mas tal como os que percorrem o caminho da salvação, eles são uma minoria, sendo o resto laia da pior espécie, acerca dos quais se deve não apenas reprovar seus atos, como também dos tais desejar estar bem distante.

Isto posto, os amados me permitam apontar aqui cinco razões porque nunca votei em candidatos pastores e nem pretendo fazê-lo jamais:

1. Nenhum pastor deve se candidatar como pastor, e muito menos em nome de Deus. Quem desejar pleitear um cargo desses, que o faça em nome de sua própria consciência como indivíduo, e nunca em nome da igreja e muito menos em nome de Deus. Fazer isto é ideologizar a Deus e a igreja, e o fim é sempre blasfemo e corrompido.

2. A maioria (não todos) dos pastores que se candidatam não passa de oportunistas que concluíram que a igreja é o melhor curral eleitoral que pode existir. São lobos explorando a ingenuidade do rebanho.

3. Há grande relação entre o avanço de pastores na política com o atual momento de corrupção espiritual da igreja, onde, visando os fins mais diversos, usa-se e abusa-se do nome de Deus de modo nauseante e asqueroso. São essas portas malditas, uma vez escancaras, devido à relação promíscua com o mundo e com o dinheiro, que produzem em escala industrial o flagrante caos da fé, perpassando igrejas históricas, renovadas, pentecostais e, sobretudo, as neopentecostais, que são verdadeiras casas de comercio da fé, autênticos covis de salteadores, exploradores, e lobos vestidos em pele de ovelha. Em verdade, eles desejam poder, e seu espírito é pior do que o de um incrédulo. E o que sobra de responsabilidade por conta desse quadro vergonhoso, tenha certeza, podemos colocar na conta dos apóstolos da maldição hereditária, da confissão positiva, da neurolinguística cristã, da teologia da prosperidade, na ênfase ao crescimento numérico a qualquer preço, e ao espírito de marketing empresarial que entrou na igreja e lhe corrompeu a alma. Não por acaso é justamente nesses ambientes que mais se observam os chamados pastores políticos e agora contando com a concorrência dos cantores gospel, que também perceberem esse lucrativo filão e já se candidatam em massa para cargos públicos. Quem preferir vedar os olhos, que não veja. Louvo a Deus, porém, por não pertencer ao balaio dos cegos.

4. Eu voto num crente, desde que ele não se apresente como crente, mas apenas como um cidadão, e isto vai depender das boas ideias e da capacidade dele (a) mostrar coerência como parte de sua decisão de ingressar na carreira política. Se for um pastor, que seja apenas para si e quem o apoia, mas se fizer uso dessa condição como marketing eleitoreiro, eu prefiro que ele responda a Deus e à sua consciência, qual é afinal de contas o seu verdadeiro chamado ministerial. Portanto, não sou contra cristãos na política, porém sou veementemente contrário à utilização da igreja, do peso ministerial e do nome de Deus para essa finalidade.

5. Se Jesus entrasse em muitas igrejas atuais, Ele o faria com azorrague e de lá expulsaria esses cambistas da corrupção. E para isso, nem precisaria esperar o teatro nojento do período eleitoral, pois as prévias são diárias e anuais, com eventos e ações públicas claramente direcionadas para um futuro benefício nos dias de pleito.

Por essas razões nunca votei em pastores candidatos e não encorajo nenhum irmão e irmã fé a fazê-lo.

TROCANDO A GLÓRIA CELESTIAL PELA HONRA TERRENA


Um pastor na condição de cidadão tem todo o direito de candidatar-se a um cargo público. Entretanto, creio que todo pastor que se candidata a um cargo político está se rebaixando de sua nobre posição. Um pastor é um homem divinamente chamado pelo Senhor para envolver-se no trabalho do Reino de Deus. Foi chamado por Deus para ocupar-se das coisas espirituais do alto. Foi vocacionado por Deus para ganhar almas para Cristo, e edificá-las e moldá-las à imagem de Jesus. Enfim, foi divinamente chamado para pastorear as ovelhas do rebanho de Jesus (Consulte: At 20:24; Rm 1:1; I Co 1:1; II Co 1:1; Gl 1:1, 15, 16; Ef 1:1; Cl 1:1; I Tm 1:1, 12; 2:7; II Tm 1:1, 11). Portanto, creio que não existe na terra missão mais nobre e elevada do que esta e se um pastor de fato sente o desejo no coração de ajudar o seu semelhante e atuar com protagonismo em sua história a favor de uma coletividade, ele pode fazer isso perfeitamente bem sem que abandone ou troque o rebanho pelo ambiente viciado dos porões partidários.

Acredito que quando um pastor deixa o ministério para se dedicar à carreira política ele está se rebaixando, pois está trocando algo superior por algo inferior; está trocando uma missão espiritual por uma terrena; está trocando um ofício sagrado por um secular. E não apenas isso: penso que quem vota em pastor está prestando um desserviço ao Reino de Deus.

No caso de um pastor optar por dividir o seu tempo no exercício do ministério com o exercício de seu mandato político, não acredito que obterá êxito, pois dificilmente conseguirá conciliar duas tarefas que exigem tempo e dedicação total. Certamente não exercerá com eficácia nenhuma das duas tarefas. Por experiência própria posso afirmar que um pastor que está realmente envolvido com a Obra de Deus não terá tempo para se envolver em nenhuma outra atividade de grande importância, como é o caso de um cargo político.

O pastor não pode estar dividido em suas obrigações. É a vontade de Deus que os pastores se ocupem exclusivamente da ministração da Palavra e da oração. Se assim deve ser, mesmo em relação aos diversos ministérios que a igreja possui, quanto mais em se tratando de um cargo político que tomará muito do seu precioso tempo (Veja At 6:1-4).

O QUE ESTARIA POR TRÁS DE TUDO ISSO? Por que tantos pastores atualmente se candidatam a cargos políticos? Será que a maioria deles está realmente fazendo isto por amor à nação? Por amor aos marginalizados e pobres do nosso sofrido país? Ou estão se enveredando nos tortuosos caminhos da política brasileira por amor ao poder que um cargo político proporciona? Poder de todos os tipos. Poder econômico, político, de influência sobre as pessoas... Poder que corrompe e transforma príncipes de Deus em bestas do Apocalipse e que causam todo tipo de destruição à sociedade e à imagem da igreja de Cristo.


QUEM PERDE E QUEM GANHA COM ESSA SITUAÇÃO? São muitos os prejuízos causados pela decisão de um pastor ingressar na política partidária. Perde a igreja da qual é líder, pois não terá mais o devido tempo para pastoreá-la, deixando-a a mercê de outra autoridade delegada, o que constitui uma mudança nem sempre saudável, sobretudo quando o pastor em questão não se desliga oficialmente do ministério, por querer manter a mesma igreja como seu curral eleitoral apenas. Perde a pregação do Evangelho que (em se tratando de um pastor de verdade e não um oportunista), deixa de contar com a ação eficaz de um dos seus arautos, que não terá possibilidades de manter suas atividades ministeriais. Perde a ética cristã, que a cada adesão de pastores ao meio político, fica fragilizada diante de uma opinião pública, que já não respeita a fé cristã, devido aos péssimos exemplos que se multiplicam em seu meio. Perde o próprio pastor, que como já dissemos, abdica de um oficio sagrado em nome de um cargo terreno.


Os ganhos são apenas dois: Ganha o bolso dos oportunistas, que se travestem de pastores sem que essencialmente jamais tenham sido. E ganha o inferno, que é fortalecido todas as vezes que alguém ostentando um título de pastor é envolvido em escândalos de corrupção ou cooptado para práticas criminosas de fisiologismo político.

Eu, como cristão e como pastor, não devo me envolver em política, pois é assim que vejo que o Senhor fez, deixando bem clara a separação entre as coisas de César e as coisas de Deus. Fp 3:20 nos diz  "Mas a nossa cidade (ou cidadania) está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo".

Quando lemos o Antigo Testamento encontramos política em todo lugar, pois Israel foi um povo para o qual Deus determinou um lugar neste mundo. Não era apenas uma religião, mas todo um conjunto de propósitos que incluía inclusive um sistema de governo terreno. Em Israel vemos religião e governo como partes inseparadas, mas não é assim na Igreja.

No Antigo Testamento vemos os reis e o seu papel, não só nas questões de fé do povo, mas principalmente nas questões de governo, como guerras e outras afins.

Nada disso você encontra a partir de Atos dos Apóstolos, e nas epístolas não há qualquer instrução de como um "político cristão" deveria se comportar ou cumprir algum papel nos destinos deste mundo. Ao contrário, não temos aqui cidade e nem cidadania permanente. E se lá estão por boas intenções eu lhes pergunto: Por que não abrem mão dos altos salários e das regalias e privilégios que ultrajam o trabalhador comum? Se estão lá pra combater o avanço do mal, então porque seus nomes lotam as operações policiais e as investigações de tribunais contra corrupção? Por que tantos pastores políticos respondem processos por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva?

Se é tão importante para o Brasil a presença de pastores nos parlamentos, então porque o Brasil de antes era melhor que o Brasil de agora? Por que o Brasil cujos parlamentos estão lotados de evangélicos é um Brasil mais violento, corrupto e depravado que aquele dos tempos em que toda a igreja evangélica reprovava e repudiava a presença de um cristão nestes lugares?
Portanto, no que diz respeito a um pastor se envolver diretamente na política, assumindo um cargo, fazendo campanha etc., entendo não ser esta a vontade de Deus. O papel do cristão é sim interferir na política, porém de joelhos, orando pelos governantes, para que Deus lhes dê sabedoria. Onde você acredita que um cristão pode ser mais influente, na presença de Deus ou num palanque? Sabemos que toda autoridade procede de Deus, portanto os governantes estão ali também pela vontade de Deus. A Palavra de Deus chega até a chamar as autoridades constituídas como "ministros de Deus", sejam elas crentes ou não. Assim que puder leia Rm 13:1-6 e tire suas próprias conclusões.

Eu creio que, para um pastor almejar um cargo político é necessário que ele não entenda seu real papel neste mundo. O Senhor não interferiu (diretamente) na política de seu tempo, todavia sua influência foi muito além, foi universal. Muitos cristãos que passaram por este mundo atuando na posição que Deus lhes colocou (como pregadores do evangelho, por exemplo) tiveram uma influência muito maior do que muitos que tentaram fazer o mesmo atuando diretamente na política. Aqueles que defendem pastores políticos em geral usam como argumento a necessidade de cristãos nos parlamentos para que se impeça o avanço de leis antibíblicas ou mesmo opressoras da fé cristã. Mas a Bíblia que eu leio me ensina que tudo isso fará parte do inevitável desfecho da trajetória humana neste mundo, que minha luta é contra principados e potestades e minhas armas são espirituais e poderosas em Deus e que Deus sara a uma terra, não quando seu povo interfere politicamente, mas quando se humilha, ora e se converte dos seus maus caminhos. Quem tem medo de perseguição ou quem precisa de armas terrenas para vencê-las, nunca conheceu o verdadeiro evangelho e o mistério da cruz. E se alguma lei que fira minha fé tentar me obrigar a trair meu Deus, eu sofro as dores da cruz, porque quando fui salvo, já sabia que deveria estar disposto a isso e muito mais se de fato quisesse seguir a Cristo.

E pra finalizar quero aludir às palavras do apóstolo Paulo, dirigidas ao jovem pastor Timóteo: "Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou" (II Tm 2:4).

Nestas palavras, temos a clara ordem de Deus aos pastores para que se dediquem exclusivamente ao ministério para o qual um dia eles mesmos já disseram terem sido chamados.

Aos pastores fieis ao seu chamado e à sua vocação divina, meus cumprimentos e lhes estimulo a assim permanecerem, sabendo que "logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória" (I Pd 5:4).

Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros. Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente.” (II Timóteo 2:1-5)

Ninguém que milita no reino de Deus se embaraça com questões terrenas e quem milita somente será coroado se militar legitimamente. O Espírito Santo me fez lembrar isto agora. Eu não voto em pastores, pois, somos estrangeiros aqui, vivemos aqui, mas não somos daqui. Estão ERRADOS os que afirmam de outra maneira. A nossa pátria não é aqui. Que chamado teria um pastor que coloca suas esperanças em coisas que pensa ele mesmo poder resolver? Ou é de Cristo, ou é do mundo. Ou é pastor ou é político.

Um comentário:

  1. Graça e Paz da parte do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Pastor Reinaldo, tenho visto em suas postagens uma grande sabedoria que creio vem do Senhor Jesus, esta colocação em particular deveria sim correr por todos os meios de informação, para que talvez alguns deste que ali estão se distanciando da fé e da salvação, possam rever suas escolhas, sinto pena destes homens que possuíam um lindo chamado para pastorear as ovelhas do Rei e hoje as deixam para prestar este serviço que nada traz de bem para o Reino de Deus, louvado seja o nome do Eterno que ainda mantém na terra homens que são chamados e determinados a apregoarem as boas novas do Reino, sou um admirador seu Pastor Reinaldo pela sua posição contraria as coisas que estão acontecendo neste tempo, ainda por estes dias fiz uma pergunta ao meu coração "AONDE ESTÁ A IGREJA DE CRISTO", porque tenho observado a falência desta tão grande obra que o Senhor propôs na terra, todos os dias vemos um escândalo envolvendo um homem que se diz ser de Deus. Que o nosso Deus tenha misericórdia desta geração. Um forte abraço Pastor Reinaldo.
    Pr. Danilo F. Pontieri.

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