domingo, 25 de junho de 2017

NOVELAS BÍBLICAS. ENTRETENIMENTO OU PROFANAÇÃO?

Como se já não bastante o fato de muitos crentes amaldiçoarem seus lares com as novelas sujas, depravadas e carregadas de feitiçarias, surge agora uma nova iguaria nos cardápios do inferno para destruir as famílias cristãs, são as chamadas novelas bíblicas.

Na inútil tentativa de justificar esse mau hábito, muitos cristãos geralmente afirmam que ver novelas em nada atinge sua vida espiritual porque são extremamente maduros. Outros dizem que assistem para conhecer as estratégias do inimigo e assim melhor se prepararem. Já os mais sinceros, abrem mão de argumentos forjados e afirmam abertamente que as novelas são uma forma de lazer e entretenimento. Contudo, tais pessoas deveriam refletir sobre o seguinte:

A mente humana é uma esponja espiritual. Ela absorve tudo o que vemos e ouvimos. Estas informações são armazenadas no subconsciente e influenciam o íntimo do nosso coração, nossas reações, emoções, sentimentos e comportamentos. Falsos conceitos e ideais repetidos várias vezes acabam se tornando verdadeiros quando falamos e agimos. É por esta razão que Paulo nos ordena em Fp 4:8 ocupar a mente apenas com o que for proveitoso e edificante. A grande batalha de Satanás agora é pelo terreno da mente humana, especialmente pelo controle da mente dos jovens. Como cristãos, deveríamos evitar tudo aquilo que tem contribuído para a degeneração e corrupção da nossa mente. O que dizer do sensualismo fora de contexto, do chamado “amor livre’; do sexo sem compromisso, das inúmeras traições nos triângulos amorosos que filmes e especialmente as novelas “pregam” todos os dias em milhões de lares? Não se esqueça de que somos transformados diariamente por aquilo que contemplamos.

Este argumento não desaparece quando falamos nas chamadas novelas bíblicas e as razões são óbvias. Trata-se de novelas e não de uma real leitura das sagradas escrituras da Palavra de Deus, sendo assim são novelas como qualquer outra onde a obra da carne é manifestada pelos autores, os quais não tem compromisso com a Palavra de Deus e fazem alusão, mesmo que de forma implícita às obras da carne descritas em Gálatas 5:19, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam, Idolatras.  Em I Co 10:14 está escrito: “Por isso, meus amados irmãos, fujam da idolatria". Quando começamos a prática de assistir novelas bíblicas, estamos idolatrando personagens e atores. O foco é sorrateiramente desviado da Bíblia, enredos são manipulados para deixar a trama com cara de novela, personagens estranhos surgem, fatos antibíblicos aparecem e alguns reais são suprimidos. Romances são protagonizados por personagens que na Bíblia são pessoas usadas por Deus e atores descompromissados com a Palavra de Deus são profanamente utilizados para retratar vidas de homens e mulheres santos do passado. Muitos desses atores em papéis anteriores foram homossexuais, feiticeiros, adúlteros, criminosos e na novela bíblica simplesmente se travestem do sagrado, num claro e inaceitável desrespeito ao texto bíblico.

As novelas em geral refletem aquilo que o homem tem de pior. Não é preciso muito esforço para se perceber que o enredo e roteiro das novelas e seriados brasileiros em sua grande maioria se baseiam na sensualidade, ambição, violência, fingimentos, poder e outras mazelas descritas na Bíblia como sendo “obras da carne” (Gl 5.18-21). A novela faz o crente “torcer” para que o “mocinho” realize a sua vingança, ou para que a “mocinha” consiga conquistar o seu amado, mesmo que seja casado.

Recentemente uma dessas novelas bíblicas mostra o grande juiz de Israel Josué envolvido num triângulo amoroso, algo absurdo, que ataca a santidade das Escrituras e macula a história de um grande homem de Deus, que jamais praticou tal ato. Apocalipse nos traz um severo alerta: “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro. A Bíblia é bem clara nestes versículos sobre as distorções da Palavra de Deus. E é justamente isso que acontece nestas novelas - uma total distorção da Palavra de Deus. Os próprios autores admitem que suprimem fatos e inventam outros para tornar a trama mais agradável ao público e até mesmo os expectadores evangélicos não estão inocentes e sabem dessas distorções. Mesmo assim assistem e advogam esta prática profana e blasfema.

Assistir novelas em nada edifica o crente e em nada contribui para seu crescimento espiritual. Nem mesmo traz alguma cultura ou conhecimentos. É perder tempo com “cultura inútil” e perigosa.  A Bíblia nos ordena a “remir o tempo, pois os dias são maus” (Ef 5.16). Alguns argumentam dizendo que as novelas prestam um grande serviço de utilidade pública como por exemplo: conscientização sobre os riscos do alcoolismo e das drogas, violência doméstica, supostas psicopatias, racismo, etc. Essa sempre é a desculpa da maioria dos brasileiros que não gostam de ler livros, jornais ou revistas e que só acessam a internet para bisbilhotar fotos em redes sociais. Aliás, é com este argumento também que a grande mídia está atacando a família brasileira com apologia às causas LGBTs, moldando a mente de nossos jovens, argumentando ser esta uma contribuição para o combate á homofobia. Toda heresia vem montada num argumento. Tomemos cuidado.

Lembremo-nos que o principal objetivo da Palavra Deus é nos levar ao pleno conhecimento da Verdade que salva e liberta para estarmos com nosso Senhor Jesus Cristo. Isso não acontece nestas novelas supostamente bíblicas, onde o tema é apenas superficialmente bíblico, mas o contexto é comercial e a finalidade é a venda do produto chamado novela, porque seu objetivo é comercial e não espiritual. Razão pela qual tem feito muitos crentes presos em casa, deixando de ir à igreja onde tem a verdadeira Palavra da nossa salvação. 

As novelas bíblicas são uma versão moderna da doutrina de Balaão, pois entram em lares cristãos com o claro propósito de corromper a fé das pessoas e arrancá-las da verdade.
Tudo isso acima, aplica-se não somente às novelas, como outros tipos de programas, filmes ou sites que acessamos na internet. Lembre-se: as emissoras de TV não estão preocupadas com a vida espiritual e moral dos milhões de brasileiros; elas estão interessadas apenas em ganhar dinheiro. E é lamentável que o façam à custa de crentes que dão uma, duas, três horas do seu tempo por dia (ou até mais) para os canais de televisão. Trocar seis por meia dúzia não representa nenhuma evolução. Se deixarmos de assistir uma novela que faz apologia a homossexualismo, adultério e feitiçarias para acompanharmos outra que inventa passagens bíblicas e omite as verdadeiras, transformando o relato sagrado em roteiro profano, não estamos de forma alguma agindo com sabedoria. Em ambos os casos o inferno sai vencedor e sua família sai enlaçada pelo Inimigo.

O cristão estaria fazendo algo muito melhor se usasse o tempo das novelas para o culto doméstico, reuniões de oração e doutrina, a comunhão com os familiares, a leitura de livros edificantes. Muitos cristãos não vão mais à igreja no meio da semana porque supostamente estão cansados, mas na realidade não querem perder a sua novela preferida.
O veneno pode não matar na primeira dose, mas seu uso contínuo mata do mesmo jeito “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8).

Eu sei que neste atual contexto secularizado que criou a cultura da versão gospel para tudo no mundo, parece natural e aceitável a existência de uma novela bíblica. Quero, porém, alertar meus irmãos para uma grande verdade: Não existe uma versão celestial do inferno e não há diálogo entre luz e trevas. Para adentrar ao reino de Deus é preciso renunciar o de Satanás. Coxear entre dois caminhos é cair em perdição, pois quem tenta agarrar o santo numa mão e o profano em outra já está com o coração inteiro no inferno. 

Um comentário:

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