quinta-feira, 29 de junho de 2017

ARREBATAMENTO: ANTES OU APÓS A GRANDE TRIBULAÇÃO?

“E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras… Certamente, venho sem demora” (Ap 22.12,20).


Essas palavras, as últimas de Cristo que foram registradas por escrito, confirmam Sua promessa anterior: “…voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14.3). Paulo faz referência ao cumprimento dessa promessa: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, …e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; …depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Ts 4.16-17).
Como resposta a essas promessas de Cristo, “o Espírito e a noiva dizem: Vem!” (Ap 22.17);ao que João adiciona, jubilante: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20b). Quem é essa Noiva? Após declarar que esposo e esposa são “uma só carne”, Paulo explica: “Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja” (Ef 5.32).
As palavras de Cristo, do mesmo modo como as de João, do Espírito e da Noiva, não fariam sentido se essa vinda para levar os crentes para Si mesmo tivesse que esperar a revelação do Anticristo (perspectiva pré-ira) ou a consumação da Grande Tribulação (perspectiva pós-tribulacionista). Uma vinda de Cristo “pós-qualquer coisa” para Sua Noiva simplesmente não se encaixa nessas palavras das Escrituras. Afirmar que a Grande Tribulação deve ocorrer primeiro, para que o Espírito e a Noiva digam: “Vem, Senhor Jesus”, é como exigir o pagamento de uma dívida que vai vencer somente em sete anos!
Um Arrebatamento “pós-qualquer coisa” vai contra várias passagens das Escrituras que demandam claramente a vinda de Cristo a qualquer momento (iminente). O próprio Jesus disse: “Cingido esteja o vosso corpo, e acesas as vossas candeias, sede vós semelhantes a homens que esperam o seu senhor” (Lc 12.35,36a). Esse mandamento seria ridículo se Cristo pudesse vir para o Arrebatamento apenas após os sete anos da Tribulação.
A vinda que a Noiva de Cristo tanto deseja levará à ressurreição dos mortos e à transformação dos corpos dos vivos. Isso fica bem claro não somente em 1 Tessalonicenses 4, mas também através de outras passagens: “…de onde (os céus) aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória” (Fp 3.20-21). 
Muitas outras passagens também incentivam os crentes a vigiar e esperar com intensa expectativa. Essas exortações somente fazem sentido se a possibilidade de Cristo levar Sua Noiva para o céu puder ocorrer a qualquer momento:“…aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 1.7); “…deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro, e para aguardardes dos céus o Seu Filho…” (1 Ts 1.9-10); “…aguardando a bendita esperança e a manifestação do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2.13); “…aparecerá segunda vez …aos que o aguardam para a salvação” (Hb 9.28); “Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor” (Tg 5.7).
Diferentes opiniões sobre o Arrebatamento não afetam a salvação, mas deveríamos procurar entender o que a Bíblia diz. A Igreja primitiva estava claramente esperando o Senhor a qualquer momento. Estar vigiando e esperando por Cristo, se o Anticristo deve aparecer primeiro, é como esperar o Pentecoste antes da Páscoa. No entanto, Cristo exortou: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13); “…para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo. O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai” (Mc 13.36-37).
A seguinte afirmação de Jesus também não se encaixa numa vinda pós-tribulacionista: “Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mt 24.44). É absurdo imaginar que qualquer pessoa sobrevivente da Grande Tribulação, que tenha visto os eventos profetizados (as pragas e julgamentos derramados na terra; a imagem do Anticristo no Templo; a marca da besta imposta a todos que quiserem comprar e vender; as duas testemunhas testificando em Jerusalém, sendo mortas, ressuscitadas e levadas ao céu; Jerusalém cercada pelos exércitos do mundo, etc.), tendo contado os 1260 dias (3 anos e meio) de duração da segunda metade da Grande Tribulação (preditos em Apocalipse 11.2-3;12.14), poderia imaginar naquela hora que Cristo não estaria a ponto de retornar! Após todos esses acontecimentos, isso será por demais evidente. Portanto, simplesmente não há como reconciliar uma vinda de Cristo pós-tribulacionista com Seu aviso de que virá quando não estiver sendo esperado.
Somente essa afirmação já distingue o Arrebatamento (a retirada da Igreja da terra para o céu) da Segunda Vinda (para resgatar Israel durante o Armagedom); pois este último acontecimento não vai surpreender quase ninguém. Contrastando com Seu aviso de que mesmo muitos na Igreja não O estarão esperando, as Escrituras anunciam outra vinda de Cristo quando todos os sinais já tiverem sido cumpridos e todos souberem que Ele está voltando.
A um Israel descrente, Cristo declarou: “Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt 24.33). Até o Anticristo saberá: “E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o Seu exército” (Ap 19.19).
Ou Cristo está se contradizendo (impossível!), ou Ele está falando de dois eventos. Jesus disse que virá num tempo de paz e prosperidade quando até Sua Noiva não estará esperando por Ele: “Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Lc 12.40). Não somente as [virgens] néscias, mas até as sábias estarão dormindo: “E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mt 25.5).
No entanto, a Escritura diz que o Messias virá quando o mundo estiver quase destruído pela guerra, fome e os juízos de Deus, e quando Israel estiver quase derrotado. Então, Yahweh declara: “olharão para aquele a quem traspassaram” (Zc 12.10b), e todos os judeus vivos na terra reconhecerão seu Messias que retornará como “Deus forte, Pai da Eternidade” (Is 9.6): exatamente como os profetas previram, Ele veio como homem, morreu pelos seus pecados, e retornará, dessa vez para salvar Israel. Sobre esse momento culminante, Cristo declara: “Aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt 24.13). Paulo adiciona: “…todo o Israel [ainda vivo] será salvo”… (Rm 11.26).

Haverão dois eventos distintos
Não podemos escapar ao fato de que duas vindas de Cristo ainda se darão no futuro: uma que surpreenderá até mesmo Sua Noiva e outra que não será uma surpresa para quase ninguém. As duas não podem ser o mesmo evento. Mas onde o Novo Testamento diz que ainda há duas vindas a serem cumpridas? Todo cristão crê em duas vindas de Cristo: Ele veio uma vez à terra, morreu pelos nossos pecados, ressuscitou dentre os mortos, retornou ao céu e voltará. Contudo, em nenhum lugar o Antigo Testamento diz que haveria duas vindas distintas.
Esse fato causou confusão para os rabinos, para os discípulos de Cristo e até para João Batista, que era “cheio do Espírito Santo, já do ventre materno” (Lc 1.15, 41,44), João tinha testificado que Jesus era “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). No entanto, este último dos profetas do Velho Testamento, de quem não havia ninguém maior “nascido de mulher” (Lc 7.28), começou a duvidar: “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Mt 11.3).
Somente uma vinda do Messias era esperada. Ele iria resgatar Israel e estabelecer Seu Reino sobre o trono de Davi em Jerusalém. Por essa razão os rabinos, os soldados e a multidão zombaram dEle na cruz (Mt 27.40-44; Mc 15.18-20; 29-32; Lc 23.35-37). Apesar de todos os milagres que Jesus tinha feito, os discípulos, da mesma forma, tomaram Sua crucificação como a prova conclusiva de que Ele não poderia ter sido o Messias. Os dois na estrada de Emaús disseram: “…nós esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir Israel” (Lc 24.19-21) – mas agora Ele estava morto.
Cristo os repreendeu por não crerem “tudo o que os profetas disseram!” (Lc 24.25). Este era o problema comum: deixar de considerar todas as profecias. Israel tinha uma compreensão unilateral da vinda do Messias (e continua assim atualmente), que lhe permitia ver apenas Seu reino triunfante e o deixava cego para Seu sacrifício pelo pecado. Até mesmo muitos cristãos estão tão obcecados com pensamentos de “conquista” e “domínio” que imaginam ser responsabilidade da Igreja dominar o mundo e estabelecer o Reino de Deus, para que o Rei possa retornar à terra para reinar. Eles se esquecem da promessa que Ele fez à Sua Noiva de levá-la ao céu, de onde ela voltará com Ele para ajudá-lO a governar o mundo.

O Arrebatamento ocorrerá antes da Tribulação. Como poderia Cristo executar julgamento sobre a terra, vindo do céu “entre suas santas miríades (multidões de santos)” (Jd 14), se primeiro não as tivesse levado para o céu? Aqui temos outra razão para um Arrebatamento anterior à Tribulação. Incrivelmente, alguns irmãos pós tribulacionistas imaginam que 1 Tessalonicenses 4.14(“assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem”) refere-se à Segunda Vinda de Cristo “com os santos”. Mas não se trata disso. Ao contrário, o que o texto de fato afirma é que na ocasião do Arrebatamento Jesus trará os espíritos dos cristãos fisicamente mortos para serem reunidos com seus corpos na ressurreição, levando-os para o céu juntamente com os vivos transformados. Na outra fase da Segunda Vinda Ele trará consigo de volta à terra os santos vivos, que já foram ressuscitados e previamente levados ao céu no Arrebatamento. Antes da volta de Cristo com os Seus santos haverá a celebração das Bodas do Cordeiro com Sua Noiva (Ap 19.7). Tendo passado pelo Tribunal de Cristo (1 Co 3.12-15); (2 Co 5.10 ), os santos estarão vestidos de linho fino, branco e puro (Ap 19.8). Certamente eles devem ser também o exército vestido de linho fino, branco e puro (Ap 19.14) que virá com Cristo para destruir o Anticristo. Quando eles foram levados ao céu? É claro que isso não ocorrerá durante a própria Segunda Vinda, pois não haveria tempo suficiente nem para o Tribunal de Cristo, nem para as Bodas do Cordeiro. O Arrebatamento deve ter ocorrido anteriormente.
Aqueles que estão com seus pés plantados na terra, esperando encontrar um “Cristo”, esquecem que o verdadeiro Cristo virá nos buscar para nos encontrarmos com Ele nos ares e nos levará para a casa de Seu Pai. Eles se esquecem também que o Anticristo estabelecerá um reino terreno antes que o verdadeiro Rei volte para reinar. Infelizmente, os que se empenham em estabelecer um reino nesta terra estão preparando o mundo para o reino fraudulento do “homem do pecado”.

A Escritura registra duas vindas.  Como alguém nos tempos do Velho Testamento poderia saber que haveria duas vindas do Messias? Somente por implicação. Ou os profetas se contradisseram quando profetizaram que o Messias seria rejeitado e crucificado e que Ele também seria proclamado Rei sobre o trono de Davi para sempre, ou eles falavam de duas vindas de Cristo.
Não há forma de colocar dentro de um só evento o que os profetas disseram. Simplesmentetem de haver duas vindas do Messias: primeiro como o Cordeiro de Deus, para morrer pelos nossos pecados, e depois como o Leão da Tribo de Judá (Os 5.14-15; Ap 5.5), em poder e glória para resgatar Israel no meio da batalha do Armagedom.
A mesma coisa acontece no Novo Testamento. Note as muitas contradições, a menos que estes sejam dois eventos:
1) Ele vem para Seus santos e numa hora que ninguém espera; mas vem com Seus santos quando todos souberem que Ele está vindo.
2) Ele não vem à terra mas arrebata os santos para se encontrarem com Ele nos ares (1 Ts 4.17); por outro lado, Ele vem à terra: “naquele dia, estarão Seus pés sobre o monte das Oliveiras” (Zc.14.4), e os santos vem à terra com Ele.
3) Ele leva os santos para o céu, para as muitas mansões na casa de Seu Pai, para estarem com Ele (Jo.14.3); mas traz os santos do céu (Zc 14.5, Jd 14).
4) Ele vem para Sua Noiva num tempo de paz e prosperidade, bons negócios e prazeres (Lc 17.26-30); mas volta para salvar Seu povo Israel quando o mundo já terá sido praticamente destruído, em meio ao pior conflito já visto na terra, a batalha do Armagedom.
Rebatendo as críticas ao Arrebatamento
Cristo declarou: “Assim como foi nos dias de Noé …comiam, bebiam, casavam-se… O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre… Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar” (Lc 17.26-30). Essas condições mundiais por ocasião do Arrebatamento só podem se referir ao período anterior à Tribulação; certamente não ao final dela!
Há alguns críticos que zombam do Arrebatamento e afirmam que a palavra “Arrebatamento” nem está na Bíblia! Isso não é verdade, pois a versão latina da Bíblia (Vulgata), feita por Jerônimo no quinto século, traduziu o grego harpazo (arrancar subitamente) pela palavra raptus (raptar), da qual deriva “Arrebatamento”. Foi o que Cristo nos prometeu em João 14: levar-nos para o céu.
Reconheço que há uma vinda do Senhor após a Tribulação: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias… verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24.29-30). A referência aos anjos “reunindo Seus escolhidos dos quatro ventos” (vv. 29-31) certamente não significa Cristo arrebatando Sua Igreja para levá-la ao céu, pois trata-se do ajuntamento do Israel disperso, de volta à sua terra quando da Segunda Vinda. Portanto, esta passagem não se destina à Igreja (já arrebatada) para do cumprimento de uma palavra profética específica à nação eleita de Israel para aqueles dia da ira do Senhor.
Cristo associou o mal com o pensamento de que Sua vinda se atrasaria: “Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu Senhor demora-se” (Mt 24.48; Lc 12.45).Novamente, essa afirmação não tem sentido se o Arrebatamento vem após a Tribulação.
Meus amados, mas isto não é tudo. O próprio clima espiritual, político, econômico e ambientalista do mundo atual está seguindo rapidamente a rota da Grande Tribulação. Este período de sete anos não poderá ter início, antes do Filho de Deus arrebatar a Sua Noiva. São muitos os princípios bíblicos poderosos e claros para que o Arrebatamento pré-tribulacional aconteça. Somente depois que estas coisas acontecerem é que a Grande Tribulação vai chegar, quando a porta for aberta, Satanás for atirado à Terra e… “Ai dos que habitam na Terra e do mar!” (Apocalipse 12.12). A Bíblia, inclusive, deixa claro que existem razões evidentes para que o Arrebatamento seja pré tribulacional. Vejamos algumas:

1° – Ele se encaixa na precedência bíblica do julgamento divino contra os ímpios, conforme o Salmo 37.5: “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará”. Davi deixa claro que o nosso grande Deus jamais iria negar 6.000 anos de história e julgar a Sua igreja do mesmo modo terrível como julgará os ímpios, uma injustiça que não se encaixa no Seu caráter divino. Quando veio o dilúvio mundial, antes do qual o mundo pagão debochava do justo Noé e de sua família, Noé achou graça diante do Senhor e foi salvo das águas, junto com a sua família. Hoje, a nossa ARCA é Cristo.

2° – Sodoma e Gomorra haviam descido ao mais repugnante nível de imoralidade sexual, quando Deus resolveu purificá-las através do fogo. Mas  e sua família (com exceção da esposa indecisa) foram salvos da destruição pelo fogo. A igreja será julgada antes do mundo “Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo”. (Hebreus 10.30) e “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?” (1 Pedro 4.17).  Em Lucas 12.48-b, lemos: “…ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá”. Mas, o julgamento da igreja será diferente do julgamento usado no Velho Testamento e deve acontecer antes do julgamento dos judeus e do mundo gentílico.

3° – A Noiva de Cristo deve ser-Lhe apresentada numa cerimônia exclusiva, separada de todos os outros eventos dos últimos dias. A Redenção é muitíssimo mais do que um simples seguro contra o fogo. A raiz e o fundamento do amor de Deus pelo mundo, quando enviou o Seu Filho unigênito, foi o de constituir uma família. Uma família unida enternece o coração do Senhor. O convite à salvação é um convite às Bodas da Ceia do Cordeiro, uma reunião de família. A adoração nos leva a celebrar uma relação familiar com o nosso Criador e Pastor espiritual, quando celebramos o Seu amor, até que possamos comparecer diante dEle. Por enquanto nós nos comportamos como uma virgem, com ansiedade pela hora das bodas, quando iremos ver a face do Noivo amado. Em Mateus 25:1-13, lemos a história das dez virgens e, no último verso, esta admoestação: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir”.

4° – Confiamos na Sua promessa de guardar a Noiva, no tempo da tribulação. Esta é uma garantia reservada exclusivamente aos  filhos de Deus, adotados através de Cristo Jesus. O profeta Isaías fala dos episódios finais, referindo-se a Israel;  junto com a nação judaica, os gentios foram abençoados com idênticas promessas. Leiamos Isaías 26.19-21: “Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Porque eis que o SENHOR sairá do seu lugar, para castigar os moradores da terra, por causa da sua iniqüidade, e a terra descobrirá o seu sangue, e não encobrirá mais os seu mortos”.

5° – O Arrebatamento Pré-Tribulacional é a única explicação razoável para o fato de que alguns serão levados e outros deixados para trás. Nenhuma outra explicação podemos ter para Mateus 24, no qual vemos a exclusão de pessoas não preparadas para o evento. Jesus admoestou sobre a rapidez do acontecimento, cujo dia Ele afirmou que somente o Pai conhecia, citando a semelhança com os dias de Noé: “Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro”. (Mateus 24.40-42). Tentar diluir os ensinos do Senhor, como tem acontecido nas novas versões da Bíblia, é demonstrar desprezo pela verdade. Portanto, trata-se  de uma enorme arrogância religiosa.  A palavra para “vinda” é “parousia”, referindo-se à vinda do Senhor somente para os crentes, num local e tempo específicos. Já a palavra “apokalupsis” – usada nos versos 30-31 do mesmo capítulo – significa “revelação”, ou seja, a revelação da assombrosa santidade e glória do Senhor. Esta palavra está relacionada com a Sua volta para enfrentar a Batalha do Armagedom, após a qual, Cristo estabelecerá o Seu Reinado de Mil anos.

6° – Ele admoesta sobre o dia em que virá despercebido pelo mundo, mas percebido pelos que O estão aguardando. Estes versos são cruciais para que se estabeleça a “grande esperança” da igreja. Em Lucas 21.34-36, lemos esta admoestação de Jesus aos Seus discípulos de todas as eras: “E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem”.
Se indagarmos a uma multidão que está na igreja, numa manhã de domingo, quantos crentes estão preparados para subir junto com o Senhor, dificilmente veremos mãos sinceramente levantadas. A maioria não terá ido aos estudos bíblicos semanais na igreja, tendo dado preferência às novelas mundanas ou bíblicas e aos jogos da TV. A explicação para tal descaso com as coisas de Deus é que já estamos mergulhados na apostasia dos tempos finais e esquecemos a admoestação de Cristo, para que estejamos preparados. Agora mesmo, Satanás está espalhando suas armadilhas de entretenimento (inclusive dentro da igreja), de prazer carnal e outras condenadas em Gálatas 5.19-21, para que nós, os cristãos, não olhemos “somente para Jesus, autor e consumador da nossa fé” (Hebreus 12.2) e nos embrenhemos nos cuidados do mundo. Satanás era o anjo mais inteligente que Deus tinha em Seu reino celestial e sabe usar sua astúcia para encher o seu reino infernal de almas enganadas por um falso evangelho.

7° – Um agricultor costuma estar atento, a fim de que sua colheita seja feita antes da chegada do inverno, aproveitando o verão. Um provérbio de Salomão diz: “O que ajunta no verão é filho ajuizado, mas o que dorme na sega é filho que envergonha”. Isaías 57.1 nos ensina: “O justo é levado antes do mal”. Nos versos 3-5 do mesmo capítulo, lemos esta admoestação aos que preferem gozar as delícias mundanas: “Mas chegai-vos aqui, vós os filhos da agoureira, descendência adulterina, e de prostituição. De quem fazeis o vosso passatempo? Contra quem escancarais a boca, e deitais para fora a língua? Porventura não sois filhos da transgressão, descendência da falsidade, Que vos inflamais com os deuses debaixo de toda a árvore verde, e sacrificais os filhos nos ribeiros, nas fendas dos penhascos?”  Estes versos poderiam ser facilmente aplicados aos líderes da prosperidade, que vivem “profetizando” falsas maravilhas aos seus seguidores. A “árvore verde” desses pregadores ambiciosos são as notas verdes de dinheiro, o altar de Mamom, a quem de fato servem e cultuam.

8° – A Escritura Sagrada afirma enfaticamente que o Anticristo não poderá ser revelado antes que o Espírito Santo seja retirado da Terra, onde Ele habita, nos corações dos cristãos verdadeiros. Leiamos o que Paulo ensinou na 2 Tessalonicenses 2.6-8: “E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda”.
A presença do Espírito Santo funciona como uma barragem, impedindo que, com o rompimento da mesma, as águas poluídas de Satanás possam inundar o mundo, causando enorme destruição,  com todos os tipos inimagináveis de desgraças físicas e espirituais.

9° – A promessa do Senhor é clara. Ele vai arrebatar e encontrar os Seus amados nos ares. Paulo explica isto na 1Tessalonicenses 4.16-18: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras”. Como vemos, o Senhor não vai nos mandar Gabriel nem Miguel, mas Ele mesmo vai nos “puxar para cima”! Satanás está em total prontidão com as suas hostes malignas (ele é o príncipe das potestades do ar), pronto para atacar os que dormem. Ele anseia pelo momento em que Apocalipse 12.12 se torne uma realidade e ele possa descer à Terra, para fazer um enorme estrago. Ele é o maior exemplo de sadismo espiritual que alguém possa imaginar.
Os que amam e servem ao Senhor Jesus Cristo, como o Senhor e Salvador de suas vidas, serão arrebatados, antes que o TERROR DOS TERRORES seja deslanchado sobre este mundo pecaminoso. O Arrebatamento vai acontecer antes da Grande Tribulação e, neste evento, os cristãos que amam a Vinda do Senhor, estão confiantes. Alegremo-nos na salvação que Cristo nos deu e vamos trabalhar para arrebatar alguns do fogo!
Não existe motivo maior para uma vida santa e um evangelismo diligente do que saber que o Senhor poderia nos levar ao céu a qualquer momento. Este é o motivo porque não se prega mais sobre a volta do Senhor na maioria das igrejas. O falso evangelho da prosperidade ensinou esta geração a amar mais as riquezas deste mundo do que as mansões celestiais e isto terá repercussões eternas trágicas para os que não despertarem dessa mentira religiosa moderna.
Que a Noiva acorde do seu sono, apaixone-se novamente pelo Noivo, e de coração diga continuamente por meio da sua vida diária: “Vem, Senhor Jesus!”

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