quinta-feira, 4 de maio de 2017

SÉRIE APOLOGÉTICA: DEUS EXISTE (Parte 2)


O ARGUMENTO MORAL E DO PRIMEIRO SER VIVO


Existe um padrão absoluto de certo e errado que está escrito no coração de todo ser humano. As pessoas podem negá-lo, podem suprimi-lo, suas ações podem contradizê-lo, mas suas reações revelam que elas o conhecem.


O relativismo é falso. Os seres humanos não determinam o que é certo e o que é errado; nós descobrimos o que é certo ou errado. Se os seres humanos determinassem o que é certo ou errado, então qualquer um poderia estar "certo" em afirmar que o estupro, o homicídio, o Holocausto ou qualquer outro mal não é realmente errado. Mas nós sabemos intuitivamente que esses atos são errados por meio de nossa consciência, que é manifestação da lei moral.

Essa lei moral deve ter uma fonte mais elevada que nós mesmos, porque ela é uma prescrição que está no coração de todas as pessoas. Uma vez que as prescrições sempre possuem um autor — elas não surgem do nada - o Autor da lei moral (Deus) deve existir.

Essa lei moral é o padrão divino de retidão e nos ajuda a decidir entre as diferentes opiniões morais que as pessoas possam ter. Sem o padrão de Deus, somos deixados exatamente com isto: opiniões humanas. A lei moral é o padrão final por meio do qual tudo é medido (na teologia cristã, a lei moral é a própria natureza de Deus. Em outras palavras, a moralidade não é arbitrária — ela não diz "Faça isso e não faça aquilo porque eu sou Deus e estou dizendo isso". Não, Deus não faz regras com base em um capricho. O padrão de retidão é a própria natureza do próprio Deus — infinita justiça e infinito amor).

Embora se acredite amplamente que toda a moralidade é relativa, valores morais fundamentais são absolutos e transcendem culturas. A confusão sobre isso freqüentemente se baseia numa má interpretação ou má aplicação dos absolutos morais, não em uma verdadeira rejeição deles. Ou seja, os valores morais são absolutos, mesmo que a compreensão que temos deles ou de outras circunstâncias nas quais eles deveriam ser aplicados não seja absoluta.

Os ateus não têm uma base verdadeira para o certo ou o errado objetivos. Isso não quer dizer que os ateus não sejam seres morais ou que não compreendam o que é certo ou errado. Ao contrário, os ateus são capazes de realmente compreenderem o que é certo e errado porque a lei moral está escrita no coração deles, assim como em qualquer outro coração. Contudo, embora eles possam acreditar em um certo ou errado objetivos, não não têm maneira de justificar tal crença (a não ser que admitam o Criador da lei moral, deixando assim de ser ateus).

No final de tudo, o ateísmo não pode justificar por que algo é moralmente certo ou errado. Ele não pode garantir os direitos humanos ou a justiça final do Universo. Para ser ateu — um ateu coerente -, você tem de acreditar que não existe realmente nada de errado com homicídio, estupro, genocídio, tortura ou qualquer outro ato hediondo. Pela fé, você precisa acreditar que não existe diferença moral entre um assassino e um missionário, entre um professor e um terrorista, entre Madre Teresa e Hitler. Ou então, pela fé, você precisa acreditar que os princípios morais reais surgem do nada. Uma vez que tais crenças são claramente irracionais, não temos fé suficiente para sermos ateus.

O PRIMEIRO SER VIVO


Sobre este argumento, logo de início quero propor um questionamento: Como a vida poderia ter surgido com base em elementos químicos inanimados, sem uma intervenção inteligente, uma vez que os elementos químicos inanimados são suscetíveis à segunda lei da termodinâmica? Os darwinistas não têm uma resposta, mas apenas fé. A geração espontânea da primeira vida — é crido por causa de falsas suposições filosóficas disfarçadas de ciência, e não porque haja legítimas observações científicas que apoiem a geração espontânea. Falsa ciência é ciência ruim, e são os darwinistas que a estão praticando. . Sua crença na geração espontânea resulta de sua fé cega no naturalismo. É preciso uma enorme quantidade de fé para acreditar que a primeira criatura unicelular tenha se formado pelas leis naturais, porque isso é como acreditar que mil enciclopédias surgiram com base em uma explosão dentro de uma gráfica! Os ateus não podem nem mesmo explicar a origem da gráfica, quanto mais das mil enciclopédias.

Será possível explicar a incrível complexidade específica da vida por meio do acaso? De jeito algum! Tanto ateus quanto teístas calcularam a probabilidade de a vida ter surgido por acaso com base em elementos químicos inanimados. Os números calculados são astronomicamente pequenos -— virtualmente zero. A probabilidade de se obter ao acaso uma molécula de proteína (que tem cerca de cem aminoácidos) seria semelhante a um homem de olhos vendados encontrar um grão de areia específico na areia do deserto do Saara por três vezes consecutivas. E uma molécula de proteína não é vida. Para obter vida, você precisaria colocar cerca de 200 dessas moléculas juntas!

A forma de vida mais simples contém uma quantidade de informações equivalente a mil enciclopédias. Os cristãos acreditam que somente um ser inteligente pode criar uma forma de vida equivalente a mil enciclopédias. Os ateus acreditam que forças naturais não inteligentes podem fazê-lo. Os cristãos têm evidências que apoiam suas conclusões. Uma vez que os ateus não têm nenhuma evidência, sua crença exige muito mais fé que a fé dos cristãos na existência de Deus.

Não existe a menor possibilidade da vida ter surgido por acaso como desejam os evolucionistas. A evolução pode ser considerada como uma espécie de religião mágica. A magia é simplesmente um efeito sem causa, ou pelo menos sem causa competente. "Acaso", "tempo", e "natureza" são os pequenos deuses mantidos nos templos evolucionistas. Esses deuses não podem, porém, explicar a origem da vida. Eles são impotentes. Desse modo, a evolução fica sem uma causa eficaz e é, portanto, apenas uma explicação mágica para a existência da vida...
Diante dos exemplos citados, fica a pergunta: Em que está alicerçado o evolucionismo? Resposta: Na fé!

Isso mesmo. Na fé cega que deseja a inexistência do Deus Criador de todas as coisas. E esta crença exige muito mais fé que a certeza óbvia de que tudo que nos rodeia não provém do acaso, mas do Deus Todo Poderoso, cujos argumentos moral e do primeiro ser vivo (dentre tantos outros) nos trazem a segurança desta certeza.

* Não perca em breve o terceiro número desta série

3 comentários:

  1. Muito bom o texto Pastor!
    É preciso um exercício de fé mais radical para negar a existência de Deus do que para crer na sua existência.
    O problema que eu vejo é que para a humanidade Deus é um espinho na carne, pois admitir sua existência precede servi-lo e isso o homem não quer.

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Obrigado por seu comentário. Breve iremos analisá-lo com todo carinho. Que Deus lhe abençoe!

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