terça-feira, 23 de maio de 2017

O EVANGELHO INVERTIDO

“Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida,
a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.”

Uma das características que mais me chama atenção no testemunho de Jesus é a sua distinção e singularidade.


Nos tempos do Mestre, havia muitos líderes religiosos que reivindicavam a unção de Deus. O povo já estava habituado com esses gurus da libertação judaica. Todavia, ao vê-lo pregando e ministrando, eles afirmavam: “esse homem é diferente, pois prega como quem tem autoridade”. (Mt 7:29)

Será que podemos dizer o mesmo daqueles que afirmam seguir a Cristo nos dias atuais? Principalmente dos atuais “apóstolos” ou muitos que se dizem bispos e pastores? Acho pouco provável.

Uma onda de liberalismo tem deformado a identidade da igreja numa tal proporção, que vivemos dias em que visivelmente já não é possível perceber se uma pessoa pertence ou não a Deus.

Naturalmente, não seremos salvos pela aparência de nossa imagem, mas ela diz profundamente do que se passa em nossos interiores. Jesus afirmou que a boca fala daquilo que o coração está cheio (Mt 12:34). Isto significa que tudo quanto se exterioriza em você é o reflexo exato do que se passa em seu íntimo. Seu modo de se vestir, suas palavras, sua postura são muito mais do que inocentes escolhas – são na verdade uma radiografia de como anda seu coração e provam em que medida ele é disputado pelo mundo ou governado pelo Espírito Santo.

No entanto, a problemática vai bem mais longe.

O texto em destaque (II Tm 2:4) afirma que para agradarmos a Deus não devemos ter envolvimento com os sistemas e práticas comuns ao mundo. Isso implica diretamente no conceito de santidade, estabelecido pela Palavra de Deus e muitas vezes mal interpretado por alguns exegetas bíblicos.

A santificação não está ligada à pureza de vida ou mesmo a conceitos específicos de espiritualidade. Santificação é separação. Isso significa que temos de ser diferentes.

Diferentes porque nossos valores são outros. Nossa regra de fé e conduta é outra. Nossos propósitos são outros e nossa riqueza está pautada noutros fundamentos.

Nossa ética, as diretrizes de nossa fala, as fontes de nossos sentimentos, nossa forma de falar, vestir, a base de nossos pensamentos, as canções que ministramos a Deus ou mesmo apreciamos na intimidade do lar – tudo enfim – gira em parâmetros específicos e completamente ligados a Cristo Jesus e Sua Palavra.

Sendo assim é ultrajante vermos cristãos misturados ao mundo, portando-se como aqueles que deveriam neles se espelhar e constituindo um triste “evangelho às avessas”, onde o mundo tem sido referencial para a igreja, quando a Palavra nos recomenda justamente o oposto.

Você é diferente, como reconhecidamente foi Jesus? Ou será que sua imagem passa despercebida em meio a uma multidão na qual você se insere em plena semelhança? Como se veste? Como fala? Como cultua? Que tipo de música aprecia? São perguntas que vão além do gosto pessoal e cujas respostas dizem quem governa seu coração.


Que Deus abençoe em nossas vidas, em Nome de Jesus!

2 comentários:

Obrigado por seu comentário. Breve iremos analisá-lo com todo carinho. Que Deus lhe abençoe!

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