quarta-feira, 24 de maio de 2017

G12. O MAIOR VENENO TEOLÓGICO DA HISTÓRIA

Meus amados eu não pretendo me estender muito nas colocações que tenho a fazer sobre este movimento. Quem me conhece sabe que combato esta heresia por conhecimento de causa há no mínimo uns 20 anos. E faço isto não por cisma ou por decisão pessoal. Sou testemunha ocular de tudo que constitui minhas denúncias acerca deste movimento que eu considero o maior veneno teológico da história da Igreja. Sou também testemunha ocular do momento histórico em que este absurdo chegou ao Brasil e dos estragos que causou na igreja brasileira. De lá pra cá os prejuízos contabilizados ao evangelho são irreparáveis e incalculáveis: muitas igrejas divididas, sincretismo religioso disseminado, misticismo largamente aceito, erradicação da EBD, popularização de heresias como ordenação feminina, judaização do culto cristão, sabatismo, culto à personalidade das lideranças, surgimento de falsos apóstolos, transformação da igreja em pirâmides empresariais, disseminação de células que lecionam fogo estranho e que atribuem autoridade pastoral a lideranças leigas e neófitas, enriquecimento brutal dos falsos apóstolos, idolatria aos falsos apóstolos e o pior de todos os legados – a criação de uma legião infindável de crentes que se julgam inseridos na visão de Deus, mas que nasceram e cresceram no falso evangelho e que estão sendo enganados pelo diabo e seus funcionários.

Por tudo isso, sou um inimigo declarado desta heresia e por esta razão me empenho em ajudar milhares de irmãos na fé e colegas pastores a entenderem os perigos deste movimento e a malícia astuciosa de seus defensores.
O movimento G12, que por motivos financeiros aqui no Brasil passou a ser chamado de M12, alega que o seu modelo é o da “igreja primitiva”, espalha as suas distorções através de encontros e reuniões marcadas pelo sensacionalismo, suspense, psicologia e misticismo; utiliza ainda, como grande força divulgadora, suas músicas que espalham de modo sutil seus princípios. O mercado gospel brasileiro está infestado de maçonaria e gedozismo. Não por acaso, também está atolado em escândalos de toda ordem.
Eu poderia passar horas aqui apontando as razões pelas quais me oponho a este movimento, mas para que os irmãos tenham uma noção pelo menos básica da gravidade do assunto e do quanto isto é nocivo para o Evangelho, gostaria de apontar três boas razões para que nenhum cristão e nenhuma igreja cristã aceite o sistema G12/M12

1- Os líderes
O Pai do G12 é o pastor César Castellanos Dominguez (pr. da Missão Carismática Internacional, de Bogotá na Colômbia). O maior problema é que, como em toda seita, ele alega que Deus fala consigo face a face e que um anjo lhe deu a revelação do modelo G12 através de varias visões. Isto já bastaria para rejeitarmos seus ensinos. No Brasil, os maiores nomes são o de Valnice Milhomens, uma velha conhecida dos estudiosos de heresias e Renê Terra Nova, que alguém já chamou de “Nabucoterranova”, numa alusão ao rei babilônio Nabucodonosor, conhecido por suas doses nada moderadas de arrogância, ostentação, vaidade e loucura. Daí temos uma leve ideia de quem seja essa figura pitoresca do neopentecostalismo brasileiro, o qual dentre seus muitos delírios, vende meias e gravatas de seu uso pessoal por valores estratosféricos, alegado serem ungidas, recebe beijos nos pés de seus fanáticos bajuladores, é tratado como o Pai dos apóstolos do Brasil e consagrou sua mãe como a Matriarca do útero sagrado, penso eu que muito provavelmente por tê-lo gerado. Traduzindo, ele reivindica para a sua mãe uma honra semelhante à de Maria, mãe do Salvador. Tanta megalomania não é meta coincidência, é pura heresia mesmo. Tanto Terranova quanto Valnice alegam serem os discípulos legítimos de Castellanos, tendo, segundo eles, recebido dele autoridade por delegação. Vale lembrar que Valnice Milhomens é presidente de um ministério com práticas controversas, tais como, judaísmo, sabatismo, rituais esquisitos como raspar a cabeça, enterrar santa ceia, além de ter predito o ano da volta de Jesus. O que, obviamente, não ocorreu.
Olhando, portanto, para os líderes, dá para desconfiar do movimento. Jesus nos ensinou que olhando para os frutos conheceríamos a árvore (Mt 7.15-23). Veja ainda: Tg 3. 10-12. Deixo uma pergunta no ar: Como pode um cristão filiar-se a um sistema com líderes deste tipo? Faço também outra pergunta: Por que será que o G12 é tão buscado por ministérios falidos ou raquíticos? Será que é por ser um modo fácil e barato de se “encher” a denominação e de projetar e enriquecer seus líderes? Será que é por ser um modo fácil de se pescar em aquários alheios e sem qualquer legítimo esforço evangelístico simplesmente capturar membros de outras denominações? Será que é por se tratar de uma fenomenal máquina religiosa caça níqueis, que redesenhou os moldes da igreja, transformando-a num cassino religioso, gerenciado pela lógica dos mercados de redes? Será?

2 – A Bíblia não mostra em parte alguma um sistema de igreja ou evangelização aos moldes do G12.

Os adeptos do movimento G12 se ufanam em dizer que a “visão” das células é o verdadeiro modelo de igreja e afirmam que é a forma que Jesus ensinou. Mas será que isto é realmente uma verdade? Antes de responder, preciso deixar claro que o sistema de células em si não constitui nenhum problema. Há quase 30 anos, quando nem se sonhava com esta heresia por aqui, eu me recordo que tínhamos células de estudo e crescimento nos lares, que funcionava de modo saudável, com conteúdos bíblicos sólidos, sob a supervisão pastoral e sem afetar nenhuma estrutura fundamental da doutrina e da eclesiologia em sua ética e ortodoxia. Aliás, minha própria denominação também trabalha em dias atuais com algo parecido, que é o projeto Igreja Multiplicadora, na qual se aplicam estudos bíblicos através de PGMs. Portanto, o problema não são as células. Mas como num corpo as células podem adoecer e gerar câncer, assim as células gedozistas têm adoecido gravemente a igreja brasileira por conta de suas heresias disseminadas.

Agora, voltando, quero esclarecer porque a Bíblia não respalda a visão G12:
A) – Primeiramente quero deixar claro que Jesus não tinha apenas doze discípulos. Em Mt 10.1- 33 ele enviou 12 discípulos; mais depois enviou setenta! Veja Lc 10. 1-24. Muitos seguiam a Jesus, a questão é que ele separou 12 para serem líderes e para serem apóstolos (Lc 6.12-16). Portanto nunca houve sequências de 12. Isto é mercado de redes, não é evangelho.
B) - Em segundo lugar, os adeptos do G12 mostram não possuir base teológica e desconhecem a história da igreja. De início; os primeiros cristãos procuravam se reunir no templo; conforme o Evangelho expandiu-se, a figura das sinagogas foi importantíssima. Com a aceitação gentílica, começaram a formar-se igrejas que geralmente partiam da casa de algum convertido; no entanto, estas igrejas logo cresciam. Não vemos na Bíblia nenhum modelo de células de 12 discípulos. Veja o exemplo da igreja em Corinto, ela não possuía apenas 12 membros.
C) - No livro de Atos (At 1.12-15), que conta a história do início da igreja, vemos logo de imediato, aproximadamente 120 discípulos reunidos no cenáculo e certamente não se tratava de um “encontro”, pois eles se reuniam diariamente de forma perseverante. Não havia cursos de líderes, não havia atos proféticos, não havia decretos apostólicos, não havia profetadas, não havia divisão grupal com sequência fixa de membros – havia apenas homens e mulheres humildes e sinceros servindo a Cristo com singeleza de coração.
D) - Na primeira pregação, 3000 almas se converteram e foram imediatamente batizadas (At 2. 41-47). Ninguém foi submetido a processos pagos de pré encontros, encontros e pós encontros para serem inseridos na Igreja.
E) - O número de discípulos logo se multiplicou (At 6.1), entretanto não da forma pregada no G12. Este texto deixa claro que haviam muitos irmãos reunidos juntos e não divididos em grupos de 12.
F) - O simbolismo da igreja como corpo de Cristo deixa claro que as diversidades dentro das igrejas locais são necessárias para que um membro dependa do outro, e para que os dons e talentos distribuídos por Deus se manifestem. (ver I Co 12.12 e 14.26; se possível, leia os capítulos 12,13 e 14 inteiros). Isso desmonta a lógica de organização eclesial defendida pelo gedozismo.
G) - Existem muitos modelos para formarmos líderes e distribuirmos funções, isto dependerá da necessidade da igreja local e das circunstâncias. Em Ex 18. 18-23, Moisés separou o povo em grupos de acordo com a capacidade de cada líder (grupos de 1000, 100, 50 e 10), no entanto, não houve separação dos grupos de dentro da comunidade. Os grupos eram apenas para facilitar a assistência. Em Nm 11. 14-16, foram separados 70 anciãos para ajudarem a Moisés. Portanto, é completamente antibíblica a imposição de um modelo específico para o crescimento da Igreja. A Igreja não cresce por métodos, mas sim por fidelidade a Deus e Sua Palavra. Também por esta razão o sistema estrutural do G12 não se encaixa com os moldes bíblicos. Vimos nisto tudo que a “visão” dos 12 não é uma fórmula única e bíblica de igreja. Este é um dos motivos pelo qual, de imediato, não aceitamos o modelo do G12. E veja bem: Ainda não estou levando em conta o que acontece nas células, encontros e as heresias ensinadas.

3- O modelo G12 é baseado em visões e interpretações particulares dos seus líderes. Eis aqui um grande motivo para não aceitar o G12! A tradição, as visões dos líderes e as profecias são colocadas em igualdade de autoridade com a Bíblia. Isto nos lembra o catolicismo romano com as suas crenças estranhas e também as visões dos inventores de seitas como os Mórmons, Russelitas, Adventistas, etc… ( ITm 4.1-5) A Palavra nos recomenda cuidado!! (Mt 24.4-5; II Co 11. 13-15; I Jo 4.1) A Bíblia é suficiente (Dt 8.2,3; Is 8.19,20; Jr 23. 28-31; Mt 4.4; IITm 3.16,17) A Palavra revela a Cristo (Jo 5.39). Jesus é a Palavra viva (Jo 1. 1-14; Ap 19.11-16)!
Somente a Palavra de Deus liberta o homem (Jo 8.32) e tem poder de regenerar as vidas (I Pe 1. 23-25). Não existe revelação fora da Bíblia. Somente as Escrituras possuem a perfeita vontade de Deus revelada ao homem e aplicável a todas as circunstâncias de sua vida. Não podemos basear a nossa fé em outro fundamento que não seja a Palavra de Deus. Não podemos ir além ou ficarmos aquém do que está escrito! Vejamos as advertências encontradas em I Co 4.6; Gl 1.8,9 e Ap 22. 18,19.

A grande verdade é que o G12 não passa de uma grande farsa, um truque mercadológico astutamente articulado para enriquecer seus idealizadores. Há, inclusive, estudos sérios que apontam uma imitação de Castellanos dos antigos cursilhos católicos do século XIX, nos quais também havia divisão grupal de 12 e três etapas de encontros para uma catequese radical, cheia de tantos misticismos, que o próprio Clero decidiu reprovar. É evidente que Castellanos não recebeu nenhuma visita angelical que lhe trouxe a descoberta do fogo e da roda do novo evangelho, assim como Joseph Smith jamais foi visitado por um anjo de Deus que lhe trouxe em tábuas de ouro e o aperfeiçoamento do evangelho. Se houve alguma visita sobrenatural, foram demônios que os visitaram e não anjos de Deus. “Contudo, ainda que nós ou mesmo um anjo dos céus vos anuncie um evangelho diferente do que já vos pregamos, seja considerado maldito”!  (Gálatas 1:8)

O G12 deve ser rejeitado de imediato por três razões; a saber:
1ª- Os seus líderes não são dignos de crédito;
2ª- Por ser um sistema sem base bíblica e, portanto, é falso dizer que é o modelo da “igreja primitiva”, embora afirmem isso; e
3ª- Por ser originado de visões e profecias particulares como em toda seita e falsa religião. 

4 comentários:

  1. muito bom esse artigo, expressa tbem minhas convicções biblicas

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    1. Amém ! Glórias a Jesus ! Concordo em grau, número e gênero !

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  2. boa reflexão. Nesses encontros fazem regressão, oração pelos mortos e antepassados, perdão pelos erros cometidos por nossos antecessores. etc.

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Obrigado por seu comentário. Breve iremos analisá-lo com todo carinho. Que Deus lhe abençoe!

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