segunda-feira, 24 de abril de 2017

POR QUE A BÍBLIA NÃO FALA EM DINOSSAUROS?


Pergunta enviada por Genezio Oliveira – Vitória (ES)


Querido pastor Reinaldo Ribeiro, sou evangélico há mais de 15 anos e pertenço ao meio universitário, onde escuto muitas piadas e contestações sobre a Bíblia. Uma delas me perturba muito. É a questão dos dinossauros. Os ateus falam do silêncio bíblico sobre eles e a diferença de datas do tempo de vida do universo e da Terra que há entre a ciência e a Bíblia. E tudo isso é usado como uma “prova” contra a existência de Deus. Então querido irmão me ajude a entender, os dinossauros existiram mesmo? Por que a Bíblia não fala deles? E sobre o tempo da existência a Terra, quem está certo? A ciência ou a Igreja?

Resposta


Obrigado Genezio. É um prazer contar com sua presença e tentar ajudar outros muitos irmãos que também possam se sentir embaraçados por essa questão.

Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer a você que a Bíblia define claramente os assuntos que lhe interessam e não aborda – deixando abertos – os que seriam irrelevantes para a sua proposta de mensagem. Por essa razão, o presente assunto passa fortemente por uma questão de fé e o que passarei a relatar diz respeito ao modo como entendo e creio o citado tema.

Se esqueletos de dinossauros são descobertos por paleontólogos e arqueólogos em todas as partes do mundo e exibidos em museus de Ciências Naturais, por que será que a Bíblia, que se reporta ao mundo antigo, não faz menção aos répteis gigantes que, segundo os cientistas, um dia dominaram a Terra? A resposta passará mais uma vez pela discussão entre os evolucionistas seguidores de Darwin e os criacionistas que buscam as respostas na Palavra de Deus. Mas será que existe algum ponto de contato entre ciência e fé no entendimento destes fenômenos considerados pré-históricos?

Para a Paleontologia, os dinossauros foram os “reis” da Era Mesozóica, que durou de 248 milhões a 65 milhões de anos atrás. Tem-se aí um contraste entre a afirmação de astrônomos e geólogos de que a Terra foi formada há 4 bilhões de anos e a teoria da Criação mais ortodoxa, que acredita que a vida terrestre surgiu há apenas 6 mil anos!

Muitos intérpretes da Bíblia não acreditam ser possível manter-se fiel às Escrituras e, ao mesmo tempo, crer no mundo pré-histórico; mas para outros (dentre os quais quero incluir-me), depende da posição interpretativa do estudioso. Os fundamentalistas defendem que a Terra é muito recente, porém o texto bíblico de Gênesis não exige uma leitura literal. A Terra pode ser bem mais antiga, visto que o relato de Gênesis é feito a partir de uma estrutura literária e não de uma cronologia literalista.

Embora não existam referências específicas na Bíblia sobre o mundo pré-histórico, as evidências do universo ser muito antigo, assim como a Terra, podem indicar a ocorrência de várias catástrofes pré históricas não mencionadas no texto sagrado.

Eu, particularmente, sustento a ideia de que, depois de Deus criar o mundo, houve a queda de Satanás e seus anjos que hoje são os demônios. Se a ciência tem razão ao afirmar que o mundo tem 4 bilhões de anos, o que aconteceu antes da catástrofe que tornou a terra “sem forma e vazia” se encaixa naquela antiguidade de bilhões de anos. Neste caso, poderia haver, sim, uma criação pré-histórica destruída pela rebelião de Satanás. É preciso notar que Isaías 45.18 afirma que Deus não criou a terra para ser um caos e vazia, como Gênesis 1.2 diz que ela era ou se tornou.

Uma das razões por que a Bíblia não menciona a palavra “dinossauro”, é porque este nome só foi adotado pela ciência no século 19, através do britânico Richard Owen, significando (em grego) “lagarto terrível”. Mas a literatura antiga fala com frequência dos dragões, cuja descrição se assemelha muito ao lagarto que os cientistas chamam de Tiranossauro.

O caso dos grandes animais bíblicos merece atenção. O Antigo Testamento fala de animais gigantescos que até hoje não foram identificados, como o Beemote, o Leviatã, além dos monstros marinhos do Salmo 148. Para estudiosos liberais, seriam apenas mitos, enquanto para os conservadores são o hipopótamo, o crocodilo e a baleia, descritos poeticamente. No entanto, uma terceira interpretação sugere de que sejam animais enormes desconhecidos, talvez os dinossauros. Dessa maneira, a existência dos dinossauros no passado não desacreditaria a Bíblia.

Os criacionistas que admitem a existência dos dinossauros afirmam que os homens conviveram com eles. E reiteram que os monstros mencionados na Bíblia eram muito fortes e amedrontavam a todos. Ora, diversos animais na história da humanidade já foram extintos, e não apenas os dinossauros.

Só haveria razão para se criar um conflito entre ciência e fé, que é a datação, pois a maioria dos cientistas entende que os dinossauros viveram há milhões de anos. Eu fico com a hipótese criacionista e chamo a atenção para o mito quase universal do dragão que, em muitas culturas, é retratado enfrentando o homem. É impossível que tantos povos no mundo pensem num lagarto aterrorizador que nunca tenha existido. Ainda que haja imaginação dos povos, algum elemento motivador deve ter havido. Fora isso, temos hoje algumas espécies de aves muito parecidas com o Velociraptor e também o dragão de Komodo, que são verdadeiros dinossauros vivos.

O fato de a ciência afirmar que os répteis gigantes eram vegetarianos os encaixa perfeitamente na criação original do Éden, “onde não havia comedores de carne”. Os dinossauros fizeram parte dos animais criados por Deus no sexto dia e não havia morte, pois era um mundo sem danos, com Adão, Eva e os animais, incluindo os dinossauros, vivendo em perfeita harmonia, comendo apenas folhas.

A queda do Homem, e não a de Satanás, foi a responsável pela quebra da harmonia, transformando os dinossauros em animais ferozes e hostis à humanidade, onde um mundo que um dia foi maravilhoso passou a sofrer com a maldição imposta pelo Criador.

Ao contrário da ciência – que atribui a extinção dos dinossauros à queda de um imenso asteróide na Terra que destruiu toda a vegetação do planeta, fazendo com que muitas espécies morressem de fome –, penso que os dinossauros foram morrendo junto com os homens, em consequência do pecado. Descarto também a hipótese de os dinossauros terem desaparecido nas águas do dilúvio por serem muito grandes para caberem na Arca. Seguramente, já não havia muitos tipos de dinossauros na época de Noé, mas é provável que Deus tenha enviado alguns dinossauros jovens para embarcarem, daí a provável menção a eles na Bíblia como animais temíveis de civilizações após o dilúvio. Lembro também que ainda hoje há espécimes com traços pré-históricos, como o misterioso monstro do Lago Ness, na Escócia, que tem o pescoço e a cabeça de um Elasmossauro, e o (já citado) dragão de Komodo das florestas da Indonésia.

Creio que o fato de a maioria dos animais ter sido coberta por toneladas de lama durante o dilúvio pode explicar a preservação de alguns deles como fósseis. É um indício de que os fósseis de dinossauros encontrados pela ciência foram formados há cerca de 4.500 anos e não milhões de anos atrás.

Contesto a afirmação dos seguidores de Darwin, de que os dinossauros evoluíram dos anfíbios, pois lembro que nunca foi encontrado um fóssil sequer de animais em fase de transformação. Os evolucionistas sustentam que anfíbios evoluíram durante milhões de anos até se tornarem dinossauros. Mas onde estão os fósseis que seriam parte dinossauro e parte alguma outra coisa? Isto não existe em lugar algum. Nos museus, o que se encontra são fósseis 100% dinossauros.

Eu estranho o fato dos darwinistas não terem explicação para a falta de elementos vivos em estados intermediários. Como explicar um olho se desenvolvendo paulatinamente durante milhões de anos, quando não tinha utilidade alguma, até ele poder funcionar como olho? Ou como explicar o aparecimento de pássaros voando que evoluíram de peixes? Isto requer muita fé – mais até do que a necessária para crer em Deus e na Bíblia.

Quanto à datação dos evolucionistas, lembro que os paleontólogos descobriram dinossauros mortos e seus ossos não têm selos informando suas idades. Não há provas de que o mundo e os fósseis têm milhões de anos de idade.

A Bíblia está correta e os dinossauros estão incluídos no relato da Criação no livro de Gênesis e devem ter vivido neste tempo coberto pelo texto bíblico.

Espero ter conseguido ajudá-lo. Que Deus o abençoe!


SE VOCÊ TIVER ALGUMA DÚVIDA DE CARÁTER BÍBLICO, MANDE PARA: pastorreinaldojgr@gmail.com


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