sexta-feira, 3 de março de 2017

PAI PASTOR E FILHO GAY. COMO LIDAR COM A QUESTÃO?



Muitos “cristãos coloridos” tentam provar que na Bíblia o homossexualismo não é um pecado. Eles geralmente argumentam que o contexto cultural em que Bíblia foi registrada era extremamente machista. No entanto, sendo a cultura alterada, práticas que antigamente eram proibidas naturalmente deixam de ser. Os textos supostamente machistas são
1. Gênesis 1.27: “Deus criou o homem e mulher”;
2. Gênesis 19.5-7: “Existência de homossexuais em Sodoma e Gomorra”;
3. Lev 18.22: “Proibição de um homem deitar-se com outro homem”;
4. Juízes 19.22-23: “Homens querendo abusar sexualmente de um viajante”;
5. Romanos 1.27: “Homens e mulheres mudaram o jeito natural das relações sexuais”;
6. 1 Coríntios 6.9: “Homossexualidade passiva e ativa como um pecado”;
7. 1Timóteo 1.10: “Sodomia (homossexualidade ativa) é vista como um pecado”
Contrariando essa ideia, todavia, eu penso que quem analisa todos os textos bíblicos em seu contexto cultural e teológico, chega à conclusão de que a homossexualidade é uma distorção da sexualidade criada por Deus, logo é inaceitável que a prática não seja um pecado sexual.


Por outro lado, existem muitos “cristãos cinzentos”, histéricos, farisaicos e moralistas esbravejando como se a homossexualidade fosse o pior pecado do mundo. Temos que banir tal hipocrisia de nosso meio. Para alguns religiosos de nosso tempo é bem provável que Jesus dissesse: "Fariseus hipócritas! Vocês elegem a homossexualidade como o pior pecado do mundo, mas ignoram os demais. Vocês lutam contra a homossexualidade, mas toleram os corruptos. Vocês condenam os homossexuais, mas aliviam para a avareza dos seus empresários injustos.

Na perspectiva bíblica a homossexualidade é vista como um pecado. Na verdade, a Bíblia é contra qualquer tipo de distorção da prática sexual heterossexual-monogâmica. Assim o adultério, a fornicação, a zoofilia, o incesto, a pedofilia, a prostituição e a homossexualidade são distorções da sexualidade projetada originalmente por Deus. Qualquer cristão, “colorido ou cinzento”, que ir além do que foi dito aqui não entende muita coisa sobre sexualidade bíblica. Muito menos conhece Jesus, pois ele também pensava assim, veja o que ele disse:
“Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?” (Mateus 19.4-5).

Vamos falar com mais clareza. Não somos “coloridos”, tão pouco “cinzentos-sisudos”, somos seres humanos e, aos olhos dEle, somos todos farinha do mesmo saco. A luta do homossexual não é diferente da minha, Reinaldo Ribeiro, heterossexual casado. Eu também luto diariamente para ser fiel a minha esposa, ser verdadeiro e justo em minhas relações, não cair na avareza e egoísmo, trabalhar dignamente para ganhar meu dinheiro, e etc. Somos todos iguais e seremos salvos por Jesus pelo mesmo caminho: arrependimento e fé na cruz e ressurreição do Salvador.

Em nossos dias os cristãos estão sendo acusados por pelo menos 3 coisas: 1. Ódio declarado; 2. Preconceito, intolerância e homofobia; 3. Interferir nos direitos humanos. Por outro lado, os ativistas do sindicalismo gay igualmente são acusados pelos cristãos em 2 coisas: 1. Tentar criminalizar a opinião contrária da Igreja; 2. Promover ataques contra o cristianismo. Esse é o confronto real que a gente vê se repetindo diariamente.
Meu ponto é que nenhum dos dois grupos está totalmente certo ou errado. A discussão ficou muito polarizada e violenta. Existe pouco respeito e inteligência em ambos os lados. Por exemplo, existem “cristãos” que odeiam gays e gays que odeiam cristãos; existem cristãos que manifestam amor e vice-versa.

Existe preconceito e homofobia por parte de alguns cristãos e também existem pessoas do movimento LGBT atacando o cristianismo. Existem cristãos intolerantes e gays intolerantes, mas existem também cristãos tolerantes e gays respeitosos. O que não pode existir é a ilusão de que se vence intolerância com mais intolerância e o ódio com mais ódio. Precisamos urgentemente aprender a conversar como seres inteligentes e amorosos, sem essa qualificação dupla bem afinada, a briga não terminará jamais. E, ao que tudo indica, parece que a guerra não vai terminar.

Por isso, antes de entrarmos na problemática do tema, que é a presença do homossexualismo na vida de filhos de pastores e obreiros, vamos aprender uma coisa: cristãos de verdade não odeiam homossexuais; cristãos de verdade acolhem, amam, compreendem e se empenham por apresentar o Evangelho aos homossexuais; cristãos de verdade oram e trabalham pela salvação de todos, inclusive homossexuais. Creia junto comigo que cristãos verdadeiros lutam para combater a injustiça e a violência contra os homossexuais. Creia comigo também que por causa do amor de Jesus, todo pecador, heterossexual ou homossexual, pode ser perdoado e receber a vida eterna. Esse é o amor que realmente vence no final. Essa lógica deve começar dentro de nossas casas e em nossas famílias, caso contrário, fracassaremos no convívio social.

É importante dizer, antes de tudo, que ser contra a prática homossexual não significa automaticamente ser contra o ser humano homossexual e um filho homossexual continua sendo um filho e merecendo as mesmas prerrogativas de amor e proteção.

É claro que jamais devemos concordar com as reivindicações absurdas de uma sexualidade afrontadora da perfeição do Criador. Tenho certeza que alguns vão contra-argumentar: “mas vocês não são a favor do amor? Deixe as pessoas se amarem e serem felizes do jeito que quiserem!” Sim, nós somos a favor do amor, porém, não do sentimentalismo. Hoje, quando um homem diz: “Amo outro homem, tenho o direito de me casar com ele”, o Estado dá o direito de unir e chamar de casamento. Será que isso não abre o precedente para daqui a pouco um homem dizer: “Amo ter relações com a minha mãe, tenho o direito de casar-me com ela”? Ou: “Amo ter relações com um animal, tenho o direito de me casar com ele”? Ou ainda mais: “Amo um menino de 7 anos, tenho o direito de me casar com ele”? Se é o amor que determina tudo, qual é o problema de aceitarmos o incesto, zoofilia e a pedofilia? Nenhum.

Você pode usar todas as lógicas que puder para me contradizer, mas terá que concordar que o amor precisa de uma moral. O amor sem princípios éticos é um sentimento destrutivo e irracional, logo, não é amor. Já tiramos a moral judaico-cristã da maioria das esferas sociais, agora, infelizmente, é só uma questão de tempo para mais coisas começarem a desmoronar no comportamento humano.

Importante também tomarmos cuidado com essa falácia de preconceito sobre o tema, o que a meu ver é perigoso, e expõe cristãos à agenda homossexual, desenvolvida ao longo dos anos. Temos o desfile claro em nossos dias de técnicas de manipulação e engenharia social para tornar o movimento gay mais palatável à sociedade. É uma pena notar a vitória desta estratégia chegando dentro da Igreja. Um de seus pressupostos básicos é falar sobre "preconceito" e mostrar que gays são pessoas felizes e comuns como qualquer outra pessoa (em uma linguagem cristã, seu pecado é tão comum como qualquer outro). Mesmo sem saber, você participa desta mudança de visão quando pensa desta maneira. Portanto, pecado tem que ser tratado como pecado e se a Bíblia se refere ao homossexualismo como tal, não podemos modificar por conveniência nossa essa verdade.

Mas e quando este problema se instala dentro de um lar pastoral? Como lidar com isso? Se seu filho optasse por ser um drogado, viciado em crack, o que você faria? Não estou comparando. Se sua escolha fosse ser um bandido, você demonstraria "preconceito" para com ele? Se ele decidisse ser qualquer coisa que em seu conjunto de valores, no qual sua família está estabelecida viesse a ferir os princípios de ética, decência e lucidez, você o amaria a ponto de aceitar tal estilo de vida? Preconceito é julgar alguém ou alguma coisa sem ter suficientes informações. Deste modo, o que temos em relação à homossexualidade não é preconceito, e sim conceito, estabelecido biblicamente (ver Rm. 1:26-32; 1 Co. 6:9-10), este conceito deve ser exposto a todos, principalmente aos nossos filhos.

Por fim, entendendo estes conceitos primários, eu não vejo que haja culpa por parte de um pai que tem um filho homossexual. Reconheço o quanto isso é embaraçoso para um pastor, mas entendo que não precisa ser uma dose letal ao seu ministério e sim mais um dentre tantos desafios que a carreira cristã nos impõe à base de muita sabedoria do alto e direção do Santo Espírito.

Devemos amar, pela Graça de Deus operando em nossos corações! Eu já vi um pai arriscar sua vida para resgatar a filha que se havia colocado no caminho da prostituição. Aquele pai arriscou sua vida porque a convenceu a deixar aquele negocio, regido por perigosos criminosos. Aquela jovem foi resgatada para sempre! Isso sim se chama Amor. Resgatar uma pessoa de um grande engano, ajuda-la a livrar-se das garras do inimigo, pelo Poder de Deus! É isso que todos os pais, pastores ou não, devem fazer. Busquem a Deus e Ele lhes dará o Amor que conquista e resgata seus filhos do mal para o Bem, do pecado para a santidade! Deus está com os pais na grande tarefa de levar seus filhos para o Lar Eterno!

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