domingo, 19 de fevereiro de 2017

UMA VOZ CONTRA OS INIMIGOS DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


Domingo é dia de escola! Pelo menos, para milhões de crentes que saem de suas casas logo cedo a fim de aprender a Palavra de Deus. A Escola Bíblica Dominical (EBD) é a maior e mais democrática instituição de ensino do mundo. Ela abre suas portas a qualquer pessoa, independentemente de idade, classe social ou nível de instrução. Gratuita, oferece a todos a oportunidade de ampliar seus horizontes de conhecimento e espiritualidade. É ali que muita gente senta-se pela primeira vez em um banco escolar e é nela que pessoas sem qualquer instrução formal podem tornar-se mestres. Além disso, a EBD está diretamente ligada à história das igrejas evangélicas no Brasil, já que foi implantada ainda em meados do século 19, época em que as primeiras denominações protestantes de missão chegaram ao país. Pode-se dizer que a Igreja Evangélica, por aqui, nasceu de mãos dadas com a Escola Dominical.

Até o início da década de 1980, quando a liturgia das igrejas históricas ainda predominava, a EBD era tão ligada ao domingo quanto o próprio culto público, a ponto de se apropriar naturalmente da nomenclatura dominical. Em inúmeras congregações, as atividades matinais concentram-se no estudo bíblico, conferindo à Palavra de Deus um papel de centralidade na vida dos crentes e a despeito do formato e das metodologias aplicadas, matricular-se em uma das classes era o que se esperava de todo e qualquer membro da congregação, fosse veterano ou novo convertido.

Todavia, por volta de trinta anos atrás, teve início uma espécie de crise. Juntamente com uma avalanche de heresias, algumas denominações, notadamente de linha neopentecostal, acharam por bem substituir a boa e velha Escola Dominical por outras atividades, ou simplesmente aboli-la. A justificativa era de que o modelo estava desgastado. Mas a pergunta é: por mais que a EBD precise de renovação e dinamismo, alguém conseguiu inventar coisa melhor? Se depender de mim e das igrejas mais tradicionais, a resposta é a mesma, ou seja, um retumbante NÃO. Muitas denominações (Graças a Deus) continuam adeptas do modelo tradicional de Escola Dominical e reiteram que seus frutos são benéficos aos cristãos, mesmo em pleno século 21, época de tantas modernidades e igualmente tanto secularismo em plena cristandade. Acredito que a EBD é a mais importante agência de aprendizado bíblico e de evangelização da Igreja, sua substituição ou erradicação é um sintoma claro da derrocada espiritual que vem desfigurando o ministério cristão nas últimas décadas, transformando o que era um espaço transformador de almas num depósito de gente festiva e rentável, redesenhando o modelo da fé segundo os moldes das empresas piramidais.

Toda letra que minha mão produzir e todo eco que voar de minha garganta defenderão a EBD. Eu não sou fruto de instituições teológicas formais e nem produto de supostas escolas proféticas (cuja própria nomenclaura já é antibíblica). Eu sou um homem edificado para servir ao reino, talhado a partir daquelas inesquecíveis manhãs de domingo que se repetiram por toda minha mocidade, sem as quais eu seria apenas um rascunho daquele que hoje sou. Logo, por razões não retóricas, mas apologéticas e de cunho existencial latente, eu estarei sempre na vanguarda daqueles que lutam pela preservação da EBD e pela erradicação de todas as vozes que ousam querer erradicá-la.


3 comentários:

  1. Se não fosse por causa da EBD,não estaríamos preparados para suportar a qualquer tempestade do mundo.

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    1. Concordo integralmente com sua opinião querido irmão Rogério. Grato por sua presença e que Deus o abençoe hoje e sempre.

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    2. EDB e muito importante assim como os culto de ensinamentos, não uso revistas só a bíblia na EDB.

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Obrigado por seu comentário. Breve iremos analisá-lo com todo carinho. Que Deus lhe abençoe!

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