quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

DANÇA NA IGREJA: MINISTÉRIO OU INVASÃO SECULAR?



Adelino da Conceição – Brasília (DF)

Pastor Reinaldo Ribeiro sou admirador do seu ministério e da forma que o senhor fala corajosamente dos assuntos polêmicos da igreja. Pois bem eu tenho uma questão para perguntar ao senhor. Por que em tantos anos de evangélico eu nunca vi esse negócio de irmãos dançando na igreja e agora toda igreja que eu vou tem até ministério de dança? Como pode ser isso agora se antes não existia? Obrigado e a paz do Senhor..


Resposta

Querido irmão Adelino, que a paz e a Graça de nosso Deus e Salvador Jesus esteja em sua vida. Escolhi estrategicamente a sua pergunta pela forma abrangente com que você se refere ao assunto. Mas você não é a primeira pessoa a me escrever pedindo esclarecimentos sobre esse tema, que tem incomodado irmãos e irmãs na fé por todo o Brasil.

O fenômeno das novidades


Sua pergunta é emblemática quando questiona o fato de que somente em tempos atuais notamos a igreja enveredando para práticas como essa. Foi o que alertamos quando há poucos dias publicamos aqui nossa posição acerca da ordenação de mulheres pastoras - que também era uma prática impensada há poucos anos, mas que agora se tornou uma verdadeira febre no evangelicalismo brasileiro.
As chamadas “novidades teológicas” são estranhas para os cristãos mais experientes por duas razões muito simples: elas não possuem qualquer fundamento bíblico e estão intimamente ligadas a “revelações” nascidas na imaginação dos modernos gurus do movimento G12. E que isso não nos surpreenda, pois tanto a ordenação de pastoras, como o chamado ministério de dança ou coreografia vieram exatamente no mesmo momento histórico em que o G12 passou a dominar a liturgia e a eclesiologia de maior parte das igrejas, promovendo um duro golpe em nossa ortodoxia teológica, estabelecendo verdadeiras aberrações em nossas comunidades.
Assim, o que os apóstolos jamais ensinaram, o que os pais da igreja nunca disseram e o que mais de 1.900 anos de estudos e pregações cristãs nunca mencionaram, hoje são encarados como normais e aceitáveis nas congregações cristãs.

Razões pelas quais sou arbitrariamente contra o chamado “ministério de dança”

ou “ministério de coreografia”, ou afins, em nossas igrejas.



É UM MEIO ATRASADO E PRIMITIVO DE COMUNICAÇÃO E QUE INDUZ O CULTO
À OBSCURIDADE E AO ERRO

O meio mais direto, perfeito e objetivo de nos comunicarmos com Deus é por meio da palavra inteligível. Os movimentos corporais podem representar simbolismos nas muitas religiões pagãs e de mistérios pelo mundo afora; mas só o culto revelado a Israel (Rm 9:4) contém os verdadeiros elementos que agradam a Deus. Nada há no culto de Israel que lembre o culto pagão das nações vizinhas, que era recheado de danças folclóricas. O louvor de Israel sempre foi por meio de palavras inteligíveis, e não por expressões corporais. Além disso, teria que haver uma codificação dos movimentos, para que a igreja pudesse ler e decodificar o significado de cada movimento, o que é impossível, pois como é uma dança ao som de músicas, as letras das músicas confundiriam as letras expressas pela linguagem corporal. Ainda assim, a expressão corporal seria inviável para o culto porque o corpo é mudo e seus movimentos limitados, tendo-se que repetir as mesmas coisas significadas, e caindo no erro das vãs repetições.
Posso afirmar que a coreografia é proibida pelo apóstolo Paulo por representar uma forma muda de expressão, que nada comunica. Nenhuma formalidade sem sentido deveria fazer parte do culto cristão, (I Co 14:8-9). A própria palavra louvar (do lat. Laudare) sempre está relacionada a “dizer algo inteligível à mente”, “bendizer”; assim sendo nunca poderia ser empregada para gestos ou expressões corporais. O Salmo 150:4 emprega o termo para “adulfes e danças” porque está citando a expressão de Êxodo 15:20-21, que é acompanhada de bendições em alta voz por Miriam e as mulheres que acompanharam o coro.
Todo meio obscuro de cultuar a Deus é proibido em sua Palavra, pois a igreja tem que entender a mensagem para confirmar o amém, (I Co 14:16). Toda forma de culto que não comunica a mensagem inteligivelmente, é semelhante a falar ao ar, (I Co 14:9). Além do mais, o apóstolo Paulo ensina que o culto cristão é racional, pertencente ao entendimento, (Rm 12:1). Cultos em que não se entende a mensagem ou o louvor são caracteristicamente pagãos em sua essência.
Usar exemplos de Miriam ou Davi é cometer sério erro hermenêutico. Eles dançaram porque estavam felizes; não estavam obedecendo a nenhum mandamento da lei, não ensaiaram coreografias e nem seu exemplo ficou para ser seguido. O povo de Deus não segue exemplos, e sim ordens expressas de Deus.

PORQUE NÃO É PARTE INTEGRANTE DE NENHUM DOS MEIOS DA GRAÇA DIVINA, E, PORTANTO NÃO PODE FAZER PARTE DO CULTO

Além dos sacramentos e da palavra, Cristo e os apóstolos não instituíram nada mais como meio de graça para o povo de Deus. Todos os elementos do culto cristão são, necessariamente, meios de graça. Mas fica difícil explicar como um grupo de mulheres fantasiadas e dançantes se tornariam um meio de graça para a igreja de Cristo. O que coreografia tem a ver com a história da redenção? O que as danças comunicariam à mente dos crentes? A música cantada é ordenada nas epístolas paulinas, e foi usada por Cristo ao término da ceia; nada há, porém, quanto à dança.

PORQUE NÃO FAZ PARTE DE NUNHUMA ORDEM LITÚRGICA ENCONTRADA NO VELHO OU NOVO TESTAMENTO

A própria expressão “dança litúrgica” é precária, pois não há nenhuma liturgia de culto onde haja danças no Velho ou Novo Testamento.
O culto foi uma das dádivas pactuais dadas ao povo de Israel, e sobre o qual a nova aliança é inspirada. Não há nenhum registro do culto no Antigo Testamento que danças fizeram parte do culto israelita no templo. O culto de Israel era santíssimo, e jamais seria profanado por elementos de cultos pagãos. Os povos vizinhos de Israel adoravam o sol, as estrelas, gatos, serpentes, jacarés, deusas, e deuses, dançando religiosamente para eles. Esse culto dançante era originado da própria vontade humana, mas o culto do Deus de Israel tinha origem divina, e foi revelado pelo próprio Deus ao seu povo, (Rm 9:4); em nenhum lugar da revelação Deus requereu danças; elas eram exatamente o elemento mudo das religiões pagãs daqueles tempos. O mesmo pode-se entender no Novo Testamento. Nenhuma evidência há para uma tradição pagã entre os crentes da igreja primitiva.

PORQUE NÃO HÁ MODELO NEM MANDAMENTO APOSTÓLICO PARA ISTO

As ordens apostólicas do conteúdo do culto no que se refere a louvor é salmo, (I Co 14:26); salmos, hinos e cânticos espirituais, (Ef 5:19). Em nenhum lugar da tradição apostólica foi incluída coreografia, sendo, portanto, uma tradição humana acrescentada ao culto cristão.

PORQUE ROUBA A GLÓRIA DE CRISTO E MACULA O CULTO DIVINO

O movimento moderno secular de coreografia na igreja apresenta-se como um show, bem ensaiado, e que, impecavelmente pretende agradar à expectativa de quem assiste. A atenção dos expectadores está em acompanhar os movimentos dos corpos brilhantes e coloridos e conferir as falhas e os acertos para depois atribuir-lhes elogios. Nada há na coreografia que leve a mente dos crentes a glorificar a Cristo, pois os corpos dançantes não falam à mente. Se nada comunicam, acabam distraindo a mente dos crentes e desviando o foco das atenções do verdadeiro culto que é Cristo.
Nenhuma dançarina vai a um palco querendo dar glória a outrem, pois ela está ali para “demonstrar” e não para levar a mente das pessoas cativas a outro lugar que não sua própria pessoa. Assim, as dançantes amaldiçoam-se por roubar a centralidade da adoração a Deus, (Atos 12:21-23), por receber honras e elogios que deveriam ser de Cristo, e por tornar a adoração a Deus em show, culto profano e pagão.

PORQUE A COREOGRAFIA SEMPRE ESTÁ ENVOLVIDA COM CARNALIDADE

Na coreografia, os movimentos dançantes são voltados para demonstrações dos corpos de quem dança. A mente de quem assiste é eficazmente desviada para contemplar movimentos, e não para pensar em Deus ou em Cristo. As moças fantasiam-se sensualmente, - exatamente como procedem as dançarinas mundanas para atrair olhares, e provocar impressões sensoriais fortes em quem assiste. Quando dizem que estão imitando a profetisa Miriam, com coreografias modernas, tais coreógrafos esquecem-se de que uma profetisa judia nunca vestiria trajes tão pecaminosos como as atuais fantasias que circulam nos palcos eclesiásticos dos nossos dias. Pelo efeito que produz, a coreografia é uma obra de sensualidade, voltada para o pecado da carne; e o pendor da carne é morte, (Rm 8:6).

PORQUE É PECAMINOSO POR ENALTECER A NATUREZA HUMANA

Nada pode ocupar o centro da adoração cristã senão a Palavra de Deus, por meio do pregador. As danças, os conjuntos, cantores e corais são terminantemente proibidos de ocupar o lugar central da Palavra de Deus no verdadeiro culto cristológico. Todas essas pretensiosas formas de expressões de louvor são individuais e particularizadas, devendo apenas ser para uso de cada um em ambiente privado, não na igreja. Na igreja o culto é público, e o louvor sempre é congregacional. O apóstolo Paulo foi incisivo contra os coríntios com seus individualismos em detrimento da igreja como corpo. A visão de cantor A, conjunto B, coral C, que se apresentam sozinhos, segregando-se do louvor congregacional, nada mais é do que uma visão de fama, e isto é pecaminoso aos olhos de Deus.
Uma expressão absurda que se usa muito nas liturgias seculares é o termo “participação especial” para designar um cantor que vai cantar na frente da igreja. Sem perceber, o liturgo anuncia que o culto vai parar porque alguém mais especial vai cantar.
Sempre que houver o incentivo às manifestações particulares de louvor, a tendência é à segregação, individualismo, fama, elogios, e exaltação à pessoa que canta ou grupo que se apresenta. Assim sendo, tais modelos são carnais, (Gl 5:20-21) e devem ser evitados na igreja de Cristo. Todos esses modelos são seculares, trazidos do mundo pagão para dentro da igreja, sem nenhuma base bíblica. No céu toda a igreja cantará em um coral universal; lá não haverá participação especial de A ou B. Se a igreja de Cristo quer agradar a Deus, então, deverá copiar o modelo das coisas celestiais, e não das terrenas, (Cl 3:2).

PORQUE É MUDA E DESNECESSÁRIA

A mais absurda ideia que podemos ouvir dos defensores da coreografia na igreja é que ela é uma maneira de louvar a Deus. Usam os textos dos Salmos 150 e o exemplo de Miriam (“Se ela dança, eu danço!”), e o exemplo de Davi – textos que tratarei mais adiante – para fundamentar uma teologia contraditória, por desconhecerem a verdadeira ideia do salmo 150 e do exemplo de Miriam.
A grande contradição da coreografia é que ela precisa da música para louvar. Ora, como pode um corpo dançante louvar, se louvar é bendizer, e o corpo nada diz?
Ao olharmos para o Salmo 150:4 (“Louvai ao Senhor com adulfes e danças”), o termo hebraico mahol “dança”, é um termo usado como símbolo de alegria após uma vitória. Normalmente uma mahol era acompanhada de adufes (tof); por isso o salmista usa o conjunto “adulfes e danças”. A expressão hebraica do Salmo 150:4 é exatamente a mesma encontrada em referência à dança de Miriam em Êxodo 15:20, em sua forma verbal (“tocaram adulfes e dançaram”). Algo muito importante que muitos deixam de esclarecer é que a dança de Miriam nada tem a ver com o moderna coreografia praticada nas igrejas. Vejamos as diferenças: 1) A dança de Miriam foi resultado de uma alegria de vitória do povo de Israel sobre os egípcios; 2) Foi acompanhada por um instrumental próprio; 3) Constituiu parte do ato de louvor a Deus pela vitória, que compunha-se de repertório, som, e dança. Daí podemos concluir: a) que Miriam não coreografou apenas gestos mudos; b) Que é errado referir-se a Miriam apenas à sua dança, pois ela tocou, cantou, e dançou; c) Que a parte mais importante do seu ato não foi a dança, e sim a letra da música que ela proferiu; d) Que o que louvou a Deus não foi o movimento do seu corpo, e sim as palavras que proferiu para engrandecer e bendizer a Deus; e) Que a dança de Miriam não foi uma parte integrante do louvor, e sim o resultado da alegria que sentiu, sendo apenas uma manifestação contingente.
Uma segunda abordagem importante é lembrar que aquele ato de Miriam foi um ato profético extraordinário e inspirado, no qual, ela como profetisa inspirada, estava profetizando Palavras de Deus que ficaram registradas no cânon das Escrituras do Antigo Testamento. Portanto ninguém pode querer dançar como Miriam dançou, porque sua dança foi um mover inspirado do Espírito de Deus no profetismo do Antigo Testamento, que tinha fins de escrituração da Palavra de Deus; Miriam não dançou porque quis, e sim porque o Espírito quis. Quando as pessoas querem imitar Miriam, estão assumindo a postura do falso profeta, pois não têm credenciais para isto.
Quanto ao Salmo 150, estaria dando ordens para louvar a Deus com danças? Absolutamente não! O salmista não está se referindo apenas à “dança”, separadamente de adulfe, pois ele está se referindo ao ato de Miriam. “Adulfes e danças” é a expressão do louvor profético da profetisa Miriam, que foi inclusa no livro dos salmos para ser lembrada continuamente no cântico de Israel, porque continha os elementos da redenção de Israel.
Grande parte do erro da coreografia deve-se à visão errada que as pessoas têm dos Salmos. A maioria acha que os salmos são mandamentos; e quando leem o Salmo 150:4, acham que o salmista está ordenando ao povo de Deus a dança como louvor. Os salmos são poemas musicais compostos pelos israelitas da antiguidade para serem usados como hinos na adoração. Ao invés de dançarem por causa da expressão do salmo, eles apenas cantavam o salmo; não há nenhum indício de que os israelitas dançassem no templo. Na verdade, o Salmo 150:4 não foi dado para imitar Miriam, mas para cantar a vitória redentiva que ela celebrou. Portanto, o Salmo 150:4 não é para ser dançado, e sim cantado. Bater tambores e movimentar o corpo nada diz acerca das grandezas de Deus; portanto, não é à dança ao que o salmista está se referindo, e sim ao que foi dito por Miriam quando dançou.
O caso da dança de Davi em I Crônicas 15:29 tem sido usado como modelo ou mandamento para justificar coreografia. Isto consiste muito mais em ignorância do que exegese. Davi não deu ordens a ninguém para dançar, nem instituiu em seu reinado a “dança litúrgica”. Mais uma vez, somente o rei se empolgou porque estava vindo de uma vitória contra os filisteus, e apenas ele dançou. Davi dançou e se alegrou, mas depois é que adorou ao Senhor com cânticos dos Salmos de sua autoria, (I Cr 16:7-36). Isto é prova de que as danças do Antigo Testamento estão relacionadas com a história das vitórias de Israel, e nunca com a adoração. Danças no Antigo Testamento é uma expressão de alegria, e não de louvor.
A dança celebra alegria, festa; a única festa a qual somos ordenados celebrar é a ceia do Senhor no dia do Senhor, (I Co 5:7,8).

PORQUE SE UTILIZAM DE TRAJES, CORES, FORMAS, LUZES E SONS, 
ESTABELECENDO UM ELO COM O CULTO CATÓLICO ROMANO

O culto reluzente e colorido é o culto que não agrada a Deus. No Antigo Testamento havia muitas figuras, cores, formas e ritos, mas tudo tinha um significado tipológico. Com a vinda de Cristo, toda expressão profética do antigo culto cumpriu-se. Agora, somente os aspectos da nova aliança devem interessar à igreja de Cristo. Nada há Novo Testamento que nos dê a entender que o culto da Nova Aliança seja recheado de cores, luzes e sons. Ao contrário, a recomendação apostólica, quanto ao culto cristão, é de simplicidade e humildade. A igreja neotestamentária que mais deu trabalho ao apóstolo Paulo quanto à humildade do culto foi Corinto. Loucos por extravagâncias, os coríntios foram duramente repreendidos pelo apóstolo.
Antigamente, antes das missões protestantes alcançarem as Américas, a roupa comum dos crentes era, naturalmente, o paletó. O pregador usava paletó porque era a roupa de todos os homens presentes na igreja; não havia destaque do pregador pela roupa ou qualquer outro utensílio. Hoje as igrejas buscam destacar cada vez mais o pregador da multidão. Contrariamente aos reformadores do passado, o Catolicismo procurou enaltecer infinitamente seu clérigo, pondo sobre ele roupas, cores, e objetos, que o tornam o centro da missa. O papa católico, com seus grandiosos palácios e fortunas, com tantos aparatos, ouro, e finíssimas roupas sobre si, nunca poderia ser o representante de Cristo na terra; Cristo morreu nu, desprezado, sem riqueza, e abandonado numa cruz. Por este motivo, o verdadeiro culto cristão é aquele que melhor representa a humildade do nosso Senhor. Implementar o culto com tantas paramentas é voltar à ostentação do culto católico romano, culto abominável a Deus.

PORQUE IMPEDE QUE A PRÓPRIA MENSAGEM PRETENDIDA CHEGUE A MENTE, POR APRISIONAR-SE AOS OLHOS

Deus nunca estabeleceria coreografias para o seu culto porque seria uma contradição de propósitos. Seria a coreografia para os olhos ou para mente? Até agora nunca vi nada diferente do que as tais danças proporcionam para quem as assiste, além de novidades para os olhos. Nada diz ao coração, nem à mente. Ninguém entende nada que se faz com o corpo. É mero lazer para quem pratica, e confusão para quem vê. Dessa forma, a coreografia constitui um elemento proibido pela literatura apostólica. Nela não há mensagem de louvor, palavras de gratidão ou qualquer coisa parecida. Como poderia algo tão inócuo, mudo e irracional fazer parte do culto racional dos cristãos? (Rm 12:1).

PORQUE DESOBEDECE AO MANDAMENTO DA MODÉSTIA DA MULHER NO CULTO

As dançarinas produzidas em vestes, cores e arranjos ferem a ordem apostólica dos trajes modestos que Paulo dá em I Timóteo 2: 9 para o culto cristão. O culto não é lugar para demonstrações de fantasias de danças femininas. Certamente isto constitui um pecado grave para com Deus: a profanação do seu santo culto.

PORQUE FAZ PERDER A SIMPLICIDADE DO CULTO A DEUS

O culto cristão é um momento onde todos os crentes devem estar quebrantados de espírito, arrependidos de seu mal, perdoando o próximo, e na mais total dependência de Deus. O sentimento de igualdade e dependência mútua como partes de um corpo deve permear o ambiente sagrado, fazendo de todos um único organismo. Quando o culto é recheado de destaques, privilégios, participações “especiais”, apresentações e representações individuais, (cores, movimentos, sons, personalidades centralizadas no palco, concorrências, etc.) elementos chamativos da atenção da congregação para um único indivíduo ou grupo, perde-se então, a verdadeira natureza de culto a Deus; a adoração é transformada em relações psico sociais e antropológicas. Personagens se tornam o foco das atenções, as mentes são desviadas de Cristo, e o interesse aumentado em direção aos talentos, cores, sons, gestos e aplausos.
Para a maioria das pessoas o culto não tem graça quando o único atrativo é Deus. Haverá sempre muito mais adeptos do falso culto, porque, além de tal culto não exigir pré requisitos espirituais, ainda garante um relaxamento e lazer para os participantes.

PORQUE A ORDEM É LOUVAR COM A BOCA, E NÃO COM DANÇAS
“Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.” (Hebreus 13:15)

A palavra “sacrifício” da expressão “sacrifício de louvor”, representa a adoração a Deus no Antigo Testamento. O autor está citando a mesma ideia contida em Oséias 14:2 (“sacrifícios de nossos lábios) para afirmar a verdade comparativa com o Antigo Testamento: enquanto a adoração da Antiga Aliança era por meio de sacrifícios de animais, a adoração da Nova Aliança é por meio de um outro tipo de sacrifício,“ o sacrifício que procede dos lábios”. O autor desta epístola é unânime com a doutrina apostólica, quando fundamenta toda a adoração do Novo Testamento sobre o louvor dos lábios dos crentes. Indiscutivelmente, quando alguém tem dúvida sobre a adoração do Novo Testamento, podemos dizer-lhe que aquilo que era para o antigo culto de Israel, é hoje o louvor dos lábios dos crentes. Esse é o modelo neotestamentário de adoração da Nova Aliança, não havendo nenhuma outra forma de adorar a Deus, além de nossos lábios.

PORQUE NO CÉU O CORAL É DE VOZES E NÃO DE DANÇARINAS
“Era necessário que, as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores.”
(Hebreus 9: 23)

O culto terreno, instituído por Cristo e pelos apóstolos, é figura do que há no céu, e lá não há grupos de dançarinas, apenas um imenso coral de vozes dos redimidos, (Apocalipse 7 e 19). O texto de Hebreus está intimamente relacionado com o sacrifício de louvor dos lábios dos crentes. Não há nenhuma margem para cultos dançantes no céu. A adoração a Deus que acontece na terra é uma cópia da adoração celestial. Por isso João tem a visão apocalíptica de um grande coral, e não de dançarinas.

PORQUE DENUNCIA A IGNORÂNCIA TEOLÓGICA DOS LÍDERES
QUE APOIAM ESTE PECADO NA IGREJA

Como já vimos anteriormente, a prática da coreografia na igreja é uma prática mundana que entrou no culto dos mais desinformados e por influência, sobretudo, do movimento G12, que é especialista em promover adaptações entre o culto cristão e as práticas do mundo. A liderança que compartilha de tais “expressões de louvor” desconhece a história do Cristianismo, ignora os símbolos de fé apostólica, não tem raciocínio teologicamente preciso, e nunca aprenderam teologia cristã de qualidade.
Se olharmos para o protestantismo histórico, veremos que os antigos líderes eram homens mais conscientes da doutrina bíblica, e detinham adequada cultura teológica; essa é razão porque nunca encontramos coreografia na igreja quando recuamos na história. Lamentavelmente, a maioria da liderança que a poia e institui coreografias no culto cristão, representa uma geração que se firma no experimentalismo e se afasta a cada dia do aprofundamento teológico. Assim, perecem no paganismo de sua própria ignorância.

Com o perdão da franqueza, não quero parecer grosseiro, mas quando corpos se contorcem feito serpentes na frente de uma igreja, a única coisa que representam com aquelas danças é a materialização dançante da ignorância daqueles que aprovam tal coisa.

Que Deus abençoe a Sua Igreja e todos nós, livrando-nos dos enganos da última época!

Pr. Reinaldo Ribeiro

3 comentários:

  1. Totalmente de acordo ao que escreveu sobre dança nas igrejas.
    Que o nosso amado Pai eterno o abençoe...

    ResponderExcluir
  2. Está de parabéns pastor Reinaldo Ribeiro.

    ResponderExcluir
  3. Manaus AM Bartolomeu Pinto Teixeira.

    Pastor Reinaldo, é com grande alegria que encontrei o seu blog, e nele, explicitado a vossa explicação sobre estas aberrações que ora invadem quase todas as igrejas chamadas de “EVANGELICAS”,que são as coisas seculares para não dizer “outra coisa”. E entre estas, novidades esta as danças, de movimentos sensuais e provocantes, muitas destas danças, confundem-se com a maldita dança do ventre, a qual foi utilizada pelas cananeias, para fazerem pecar o povo de israel.
    Do graças a DEUS por ainda haver Pastores como o Senhor que realmente pregam a verdadeira palavra de DEUS. Por isso, assim como eu, existe muitos crentes que estão fora dos templos evangélicos, porque não tem como conciliar a verdadeira palavra de DEUS, na pessoa do SENHOR JESUS CRISTO com esta nova forma de evangelizar sem respaldo Bíblico.
    Tenho acompanhado no G+ os seus comentários, e os seus escritos sobre a palavra de DEUS. Quero lhe da os parabéns, e pedir a DEUS E PAI DO SENHOR JESUS para derramar sobre o Senhor, discernimento, revelações, conhecimento e interpretações das coisas do alto. Das coisas vindas do Trono de DEUS Amem.
    Parabéns Pastor.
    Deus o Abraços.
    De Pinto Teixeira Bartolomeu.

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Obrigado por seu comentário. Breve iremos analisá-lo com todo carinho. Que Deus lhe abençoe!

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